O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos formalizou, nesta quarta-feira (15), uma nova rodada de sanções direcionadas à infraestrutura de transporte de petróleo do Irã. A medida, que abrange mais de 20 indivíduos, empresas e embarcações, integra a estratégia de pressão econômica máxima imposta pela administração do presidente Donald Trump contra o regime de Teerã. As restrições, que entraram em vigor imediatamente, visam desarticular as fontes de financiamento que sustentam as operações das elites iranianas.
Conforme comunicado oficial, o foco das penalidades recai sobre uma rede logística supostamente liderada pelo magnata Mohammad Hossein Shamkhani. O empresário é filho de Ali Shamkhani, figura de proeminência na estrutura política e de segurança nuclear do país, que faleceu durante operações militares coordenadas entre os Estados Unidos e Israel no final de fevereiro. Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a chamada 'Operação Fúria Econômica' busca sufocar os canais de enriquecimento pessoal das lideranças que operam à revelia do bem-estar social da população iraniana.
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Além do setor de petróleo, as sanções atingiram Seyed Naiemaei Badroddin Moosavi, apontado pelos EUA como um dos financiadores do Hezbollah. O governo americano também penalizou três empresas envolvidas em um esquema de lavagem de dinheiro, que utilizava o comércio de petróleo iraniano em troca de ouro venezuelano. A escalada das tensões se reflete na postura do Comando Militar do Irã, que ameaçou bloquear fluxos comerciais no Mar Vermelho, no Golfo Pérsico e no Mar de Omã caso a pressão naval dos EUA persista.
Em resposta, o regime iraniano afirmou ter conseguido burlar parte do bloqueio, com petroleiros de grande capacidade transitando pelo Estreito de Ormuz. Enquanto Washington mantém o cerco sobre os portos e a costa do país, agências de notícias locais indicam que o Irã planeja utilizar rotas e portos alternativos no sul do território para escoar sua produção. A situação no Oriente Médio permanece volátil, com a comunidade internacional acompanhando de perto o risco de uma interrupção nas rotas de abastecimento energético global e as possíveis retaliações militares por parte da Guarda Revolucionária iraniana diante do cerco econômico imposto pelo Ocidente.






