Os Estados Unidos vão enviar o maior porta-aviões do mundo para o Oriente Médio, segundo informou o jornal The New York Times nesta quinta-feira (12). A ação ocorre em meio à intensificação da campanha de pressão do presidente Donald Trump sobre a liderança do Irã.
O USS Gerald R. Ford havia sido enviado para a Venezuela em novembro como forma de pressionar o governo de Nicolás Maduro. Agora, de acordo com o jornal, a tripulação foi informada do novo destino também nesta quinta (12), com ordens para integrar o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico.
Na terça-feira (10), Trump afirmou que cogitava enviar mais um porta-aviões ao Oriente Médio para pressionar o Irã a fechar um acordo nuclear.
O USS Gerald R. Ford
O USS Gerald R. Ford é considerado o maior, mais letal e adaptável porta-aviões do mundo, além de ser o mais moderno e tecnologicamente avançado da Marinha americana. Incorporado ao arsenal dos EUA em 2017, tem capacidade para abrigar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros.
A embarcação dispõe de pista para pousos e decolagens com área equivalente ao triplo do gramado do Maracanã. O grupo de ataque inclui esquadrões de caças F-18, helicópteros militares e três destróieres: USS Mahan, USS Bainbridge e USS Winston Churchill.
Batizado em homenagem ao ex-presidente Gerald Ford, que governou os EUA entre 1974 e 1977, o porta-aviões é considerado o principal ativo da Marinha para projeção de poder e dissuasão. “O USS Gerald Ford é um dos maiores poderes de fogo navais que os EUA podem projetar”, afirmou Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard.
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Pressão diplomática e militar
Estados Unidos e Irã se reuniram na sexta-feira (6), em Omã, para discutir o programa nuclear iraniano. O governo norte-americano quer que Teerã limite ou suspenda o enriquecimento de urânio.
O temor dos EUA e de aliados é de que o Irã esteja próximo de desenvolver uma arma nuclear. O governo iraniano nega e afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.
Em entrevista ao site Axios, Trump disse estar otimista com as negociações, mas voltou a mencionar a possibilidade de ação militar. “Ou chegaremos a um acordo ou teremos que fazer algo muito duro como da última vez”, declarou.
Em meio ao impasse, Trump se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, e afirmou preferir uma solução diplomática, caso seja possível.
Porta-aviões na região
Em janeiro, os EUA já haviam enviado ao Oriente Médio o USS Abraham Lincoln, também com o objetivo de pressionar o Irã. Segundo Trump, a medida foi adotada por “precaução”.
Na semana passada, caças decolaram do Abraham Lincoln em manobras próximas à costa iraniana, segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA.
O USS Abraham Lincoln já atuou no Oriente Médio em diversas ocasiões, incluindo a guerra no Afeganistão após os atentados de 11 de setembro de 2001, além de operações contra o grupo rebelde Houthis em 2024. A embarcação funciona como um “aeroporto flutuante” e pode lançar até quatro aviões por minuto, transportando até 90 aeronaves entre aviões e helicópteros.






