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EUA e China firmam acordo para retomar exportações agrícolas em meio à guerra comercial

Por Redação Arcoverde Agora
EUA e China firmam acordo para retomar exportações agrícolas em meio à guerra comercial

Em um movimento estratégico para atenuar as tensões provocadas pela longa guerra comercial, a Casa Branca anunciou no último domingo (17) que a China concordou em retomar e expandir significativamente a importação de produtos agrícolas norte-americanos. O acordo prevê que Pequim realize compras anuais de carne bovina, aves e soja no montante de US$ 17 bilhões, estabelecendo uma meta constante para os anos de 2026, 2027 e 2028. Este desdobramento surge após uma cúpula crucial realizada em Pequim, onde o presidente Donald Trump buscou viabilizar alternativas para os produtores americanos, severamente afetados pelas barreiras tarifárias impostas desde o ano passado.

O pacto inclui o restabelecimento do acesso ao mercado chinês para a carne bovina dos Estados Unidos e a reabertura para a importação de aves provenientes de estados americanos que atendam às exigências sanitárias do Departamento de Agricultura (USDA). Além do alívio direto para o setor de proteínas, a iniciativa tenta estabilizar um mercado que viu suas exportações caírem de forma drástica nos últimos anos, atingindo o setor de soja, essencial para a balança comercial agrícola do país. Paralelamente, o governo americano se comprometeu a trabalhar ativamente para resolver pendências chinesas envolvendo frutos do mar, produtos lácteos e questões de zoneamento sanitário para exportação.

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Apesar do otimismo diplomático, o setor produtivo dos EUA enfrenta desafios adicionais, como a pressão sobre o custo dos fertilizantes resultante do conflito envolvendo o Irã e a restrição de navegação no Estreito de Ormuz. Dados do USDA indicam que as exportações agrícolas para a China, que atingiram o pico de US$ 38 bilhões em 2022, sofreram uma contração severa até 2025, evidenciando a necessidade urgente deste novo acordo para evitar o colapso de cadeias produtivas. Grandes frigoríficos, como Tyson e Cargill, celebram a renovação de licenças de exportação que haviam expirado durante o auge do atrito comercial.

Como parte da estratégia para fortalecer o diálogo bilateral, os dois países concordaram na criação de conselhos dedicados ao comércio e investimento. Estas instâncias deverão gerenciar questões sobre bens não sensíveis e atuar na redução mútua de tarifas. Enquanto a China diversificou suas fontes de importação recorrendo ao Brasil e à Argentina durante o auge da crise com Trump, o governo chinês sinaliza agora uma abertura controlada, condicionada à segurança alimentar e ao equilíbrio comercial. O sucesso dessa trégua será monitorado nos próximos meses, dependendo essencialmente da consistência no cumprimento das metas de compra e da ausência de novas retaliações tarifárias entre as duas maiores economias do mundo.

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