O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, aprovou a venda de armas no valor de US$ 11,1 bilhões (cerca de R$ 61 bilhões) a Taiwan. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo governo de Taipé e representa o segundo lote de compras militares autorizado desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro.
A decisão ocorre em meio ao aumento das tensões entre Taiwan e a China, que considera a ilha parte de seu território e não descarta retomar o controle, inclusive por meio do uso da força. De regime democrático e governo autônomo, Taiwan tem ampliado seus gastos militares como estratégia de defesa.
Segundo o Ministério da Defesa taiwanês, o pacote aprovado por Washington inclui oito itens, entre eles sistemas de foguetes HIMARS, projéteis antitanque, drones e peças para equipamentos militares já em operação.
A medida provocou reação imediata de Pequim. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, fez um apelo direto aos Estados Unidos: “A China pede ao governo dos Estados Unidos que cumpra o princípio de uma só China e pare imediatamente com as perigosas ações de armar Taiwan”, declarou.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Embora Washington não reconheça Taiwan como um país, os Estados Unidos são o principal garantidor da segurança da ilha. O fornecimento de armamentos é visto como um importante fator de dissuasão contra uma eventual ofensiva chinesa.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan afirmou que “esta é a segunda venda de armas a Taiwan anunciada durante o segundo mandato da administração Trump, o que demonstra mais uma vez o firme compromisso dos Estados Unidos com a segurança de Taiwan”.
O Ministério da Defesa de Taiwan informou que espera que a venda entre em vigor oficialmente em aproximadamente um mês. Apesar de ainda depender da aprovação do Congresso norte-americano, a expectativa é de que o acordo avance sem obstáculos, já que há consenso entre democratas e republicanos sobre a defesa da ilha.
O governo do presidente taiwanês Lai Ching-te tem reforçado o compromisso de ampliar os investimentos em tecnologia militar, diante da pressão crescente de Pequim. Apesar de possuir uma indústria de defesa própria, Taiwan reconhece que seu Exército seria amplamente superado em um conflito direto com a China, o que mantém a dependência das armas fornecidas pelos Estados Unidos.






