O governo dos Estados Unidos afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados por forças americanas durante uma operação militar realizada em território venezuelano. O anúncio foi feito pelo ex-presidente Donald Trump, que classificou a ação como “brilhante” e fruto de planejamento estratégico de alto nível.
Segundo Washington, ambos estão sob custódia dos EUA em local mantido em sigilo por razões de segurança e deverão ser apresentados à Justiça no Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York, onde já foram formalmente denunciados.
Operação durou menos de 30 minutos
De acordo com a Associated Press, a ofensiva militar durou menos de 30 minutos. Moradores relataram explosões, voos rasantes de aeronaves militares, tremores e quedas de energia em áreas próximas a instalações estratégicas.
Até o momento, não há balanço oficial de mortos ou feridos. Autoridades venezuelanas confirmaram a ocorrência de mortes no país, sem divulgar números. Um oficial americano afirmou que não houve baixas entre as forças dos EUA.
Força Delta liderou a captura
A captura teria sido realizada pela Força Delta, unidade de elite do Exército dos Estados Unidos especializada em missões sigilosas e na prisão de alvos considerados estratégicos para a segurança nacional americana.
Trump descreveu a ação como um ataque de grande escala, conduzido em coordenação entre forças militares e de segurança, exaltando o desempenho das tropas envolvidas.
Onde Maduro está agora
Segundo o governo americano, Maduro permanece sob custódia dos Estados Unidos, com paradeiro não divulgado. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou desconhecer o local onde o presidente e a esposa estão detidos e exigiu provas de vida.
As autoridades americanas confirmaram apenas que Maduro será levado a julgamento em Nova York.
Quem governa a Venezuela
Pela legislação venezuelana, o poder deveria ser transferido à vice-presidente em caso de ausência do presidente. Ainda não há confirmação oficial de que Delcy Rodríguez tenha assumido o comando do país.
Quem é Delcy Rodríguez
Figura central do chavismo, Delcy Eloína Rodríguez Gómez nasceu em Caracas em 18 de maio de 1969. É filha de Jorge Antonio Rodríguez, fundador da Liga Socialista, morto em 1976 sob custódia policial, e irmã de Jorge Rodríguez, um dos principais articuladores políticos do regime.
Sua trajetória política começou em 2003, no governo Hugo Chávez, passando por cargos técnicos até ocupar posições estratégicas na política interna e na diplomacia venezuelana.
Acusações contra Maduro
Maduro e Cilia Flores respondem nos Estados Unidos por:
conspiração para narcoterrorismo;
importação de cocaína;
posse de armas de guerra.
O governo americano sustenta que Maduro lidera o chamado Cartel de los Soles, organização associada ao tráfico internacional de drogas.
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Especialistas divergem sobre o cartel
Analistas internacionais afirmam que o Cartel de los Soles não funciona como uma organização centralizada, mas como uma rede difusa de militares envolvidos no narcotráfico. Não haveria provas conclusivas de que Maduro comande diretamente o esquema.
Segundo Jeremy McDermott, do InSight Crime, o chavismo teria criado uma “governança criminal híbrida”, distribuindo concessões a militares e aliados em troca de sustentação política.
Reações internacionais
Lula (Brasil)
Disse que os bombardeios e a captura de Maduro representam uma violação do direito internacional, classificando a ação como perigoso precedente e lembrando episódios históricos de interferência externa na América Latina.
Gustavo Petro (Colômbia)
Manifestou preocupação com ações militares unilaterais e alertou para riscos à população civil e à estabilidade regional.
Javier Milei (Argentina)
Celebrou a captura de Maduro nas redes sociais, afirmando que “a liberdade avança” e se alinhando ao discurso de Donald Trump.
Outros países
México e Cuba condenaram duramente a ação, chamando-a de agressão e terrorismo de Estado. Rússia e Irã pediram reação da comunidade internacional e defenderam uma sessão urgente do Conselho de Segurança da ONU.
Histórico de ações dos EUA
Esta não teria sido a primeira ação militar americana envolvendo a Venezuela. Nos últimos anos, os EUA realizaram operações com drones, ações contra embarcações suspeitas de narcotráfico e medidas contra navios petroleiros venezuelanos, ampliando a pressão econômica e militar sobre o país.






