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Estudo da Sudene aponta viabilidade econômica de R$ 4,7 bi para a Transnordestina em Pernambuco

Por Redação Arcoverde Agora
Estudo da Sudene aponta viabilidade econômica de R$ 4,7 bi para a Transnordestina em Pernambuco

Um estudo técnico detalhado, elaborado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), trouxe novas esperanças para a conclusão da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco. A pesquisa atestou a viabilidade técnica, econômica, social e ambiental para a construção do trecho que conecta Salgueiro, no Sertão, ao Porto de Suape, na Região Metropolitana do Recife. De acordo com o documento, a finalização desta malha ferroviária possui o potencial de gerar benefícios econômicos estimados em R$ 4,7 bilhões especificamente para o estado, consolidando-se como um projeto estratégico de desenvolvimento regional.

A obra, que enfrenta paralisações há cerca de uma década, teve seu trecho pernambucano reincorporado ao planejamento nacional após articulações da atual gestão federal. No entanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) mantém a suspensão de novos aportes financeiros, exigindo provas robustas da viabilidade do projeto antes da liberação de verbas. O estudo da Sudene, construído em parceria com a Fiepe, Porto de Suape e especialistas, visa justamente atender a essa condicionante do tribunal, apresentando dados que justificam o investimento de aproximadamente R$ 5 bilhões necessários para a conclusão das obras.

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A relevância da ferrovia transcende a logística simples. Conforme ressaltado pelo superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre, o projeto apresenta um Valor Social Presente Líquido (VSPL) positivo de 15,5%, indicando um impacto transformador nas margens da ferrovia e em toda a região Nordeste. A capacidade de movimentação prevista é de até 24 milhões de toneladas de carga por ano, abrangendo setores cruciais como o polo gesseiro do Araripe, a fruticultura do Vale do São Francisco, a produção de proteína animal e a integração direta com a Refinaria Abreu e Lima.

Do ponto de vista do mercado de trabalho, a conclusão do trecho promete um impacto significativo. As estimativas apontam para a criação de cerca de 13 mil empregos diretos durante a fase de construção e outros 9,6 mil postos de trabalho após o início da operação. O projeto também prevê a extensão estratégica até Arcoverde, com um trecho de 73 quilômetros ligando o município a Custódia, integrando o Agreste à rede ferroviária. Se o TCU validar os novos dados e autorizar o repasse de recursos, a Sudene projeta que a obra possa ser integralmente concluída até o ano de 2030, marcando uma nova era de logística e escoamento produtivo para Pernambuco.

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