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Estatais federais alcançam lucro de R$ 169,4 bilhões em 2025, impulsionadas pela Petrobras

Por Redação Arcoverde Agora
Estatais federais alcançam lucro de R$ 169,4 bilhões em 2025, impulsionadas pela Petrobras

O Governo Federal divulgou nesta quinta-feira (2) o balanço financeiro consolidado das 44 empresas públicas e sociedades de economia mista sob controle da União, revelando um lucro líquido total de R$ 169,4 bilhões referente ao exercício de 2025. O montante representa uma recuperação expressiva de 45,4% em relação ao desempenho observado no ano de 2024, quando as estatais somaram R$ 116,5 bilhões em ganhos.

O desempenho positivo foi fortemente concentrado em três gigantes do setor público. A Petrobras manteve sua posição de protagonista, sendo responsável por R$ 110,6 bilhões do resultado, o que equivale a aproximadamente 65% de todo o lucro das empresas estatais. O pódio de rentabilidade foi completado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que registrou R$ 25,6 bilhões, e pelo Banco do Brasil, com lucro de R$ 17,8 bilhões. Somadas, estas três instituições foram responsáveis por 90,9% do volume total de lucros reportados pelo Ministério da Gestão.

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Apesar do cenário favorável na esfera financeira macro, o balanço também acendeu um alerta crítico sobre a situação dos Correios. A empresa pública registrou, em 2025, o maior prejuízo de sua série histórica, acumulando perdas de R$ 8,5 bilhões. O valor é mais de três vezes superior ao rombo de R$ 2,4 bilhões registrado em 2024, consolidando uma sequência preocupante de 14 trimestres consecutivos com resultados negativos. A gestão da estatal atribui o déficit à queda nas receitas de encomendas internacionais, ao peso dos precatórios e ao aumento dos gastos com folha de pagamento.

Para reverter o cenário nos Correios, o governo busca implementar medidas de austeridade e reestruturação, incluindo programas de demissão voluntária (PDV), alienação de ativos imobiliários e a revisão de contratos vigentes. Mesmo com a obtenção de um crédito de R$ 12 bilhões com garantia da União, a estatal enfrentou um início de 2026 conturbado, apresentando prejuízo de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro trimestre. O Tribunal de Contas da União (TCU), ao aprovar as contas do governo com ressalvas, reforçou a necessidade de atenção rigorosa aos indicadores fiscais das empresas públicas para evitar riscos ao equilíbrio das contas nacionais.

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