Uma operação da Polícia Civil de Pernambuco resultou na prisão de policiais militares e um guarda municipal suspeitos de integrar um esquema de fraude em concursos públicos no estado.
As investigações revelaram que o grupo criminoso atuou em seleções do Tribunal de Justiça de Pernambuco e do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, com provas realizadas em 2025.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisão, sendo nove efetivados, além de 37 mandados de busca e apreensão em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. Entre os envolvidos, estão agentes de segurança pública de diferentes estados.
Segundo as investigações, coordenadas pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) e pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), a quadrilha atuava há cerca de 10 anos, com estrutura organizada e divisão de funções.
O grupo oferecia diversos tipos de fraude, incluindo:
Vazamento de gabaritos
Uso de “clones” (pessoas que faziam a prova no lugar do candidato)
Dispositivos eletrônicos para transmissão de respostas
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Os candidatos interessados chegavam a pagar até R$ 70 mil pelo serviço. Parte do valor era paga antes da prova, para custear equipamentos, e o restante após a aprovação no concurso.
Uma das operações, chamada Kýma, investigou fraudes no concurso do TJPE para técnico judiciário. O caso já havia sido apurado pela Polícia Federal, que confirmou irregularidades e levou à anulação das provas em janeiro deste ano.
A segunda ação, denominada Crivo, teve início após uma prisão em flagrante durante o concurso do TCE-PE. A polícia identificou que os envolvidos pertenciam à mesma organização criminosa.
De acordo com os delegados responsáveis, o grupo tinha uma estrutura hierarquizada e histórico de atuação em outros crimes, incluindo casos de violência.
As investigações continuam para identificar outros participantes e possíveis concursos fraudados em diferentes estados do país.






