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Especialista da FGV busca levar debate técnico sobre o PIX a audiência pública nos EUA

Por Redação Arcoverde Agora
Especialista da FGV busca levar debate técnico sobre o PIX a audiência pública nos EUA

O cenário das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos ganha um novo capítulo técnico com a participação do professor de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Gustavo Pessoa, em uma audiência pública de extrema relevância convocada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). O economista, que também atua como pesquisador de riscos no sistema financeiro, destaca-se como o primeiro brasileiro a formalizar sua inscrição para contribuir com esclarecimentos sobre o PIX, o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro que entrou na mira das autoridades norte-americanas.

A audiência, agendada para o dia 6 de julho, surge em um momento em que Washington investiga práticas comerciais brasileiras que abrangem temas sensíveis, como desmatamento e regulação financeira. O foco principal sobre o PIX reside na preocupação de que o Banco Central brasileiro atue simultaneamente como regulador e operador do sistema, uma configuração que, segundo o governo norte-americano, poderia criar desvantagens competitivas e riscos à integridade do mercado. Pessoa defende que a participação de especialistas independentes é fundamental para despolitizar o debate e oferecer soluções baseadas em dados técnicos e normas de governança global.

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Em suas propostas, o economista sugere a implementação de um "teste de neutralidade" para pagamentos digitais. Este mecanismo visa avaliar cinco pilares essenciais: a garantia de acesso igualitário para empresas estrangeiras, a interoperabilidade técnica entre diferentes plataformas, a transparência nas taxas, a segurança dos dados e o compliance rigoroso contra a lavagem de dinheiro. Segundo o acadêmico, o PIX atingiu um patamar de infraestrutura crítica, movimentando valores que superam o PIB nacional, o que justifica a necessidade de protocolos de transparência alinhados aos padrões internacionais.

A investigação da USTR, embora complexa, abre espaço para o contraditório. Gustavo Pessoa ressalta que o Brasil possui instituições sólidas, como o Itamaraty e o Ministério da Fazenda, capazes de apresentar argumentos técnicos robustos para mitigar as tensões. Para o professor, a estratégia ideal não deve ser o confronto retórico, mas a demonstração de transparência e a criação de fóruns de comunicação direta entre os reguladores dos dois países. A expectativa é que a submissão desses posicionamentos técnicos ajude a resolver impasses e evitar medidas protecionistas, assegurando a continuidade do sucesso do sistema de pagamentos brasileiro em um ambiente de mercado justo e competitivo.

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