O empresário Gilberto Claudino da Silva Júnior, apontado como o principal responsável por um esquema de desvios milionários de emendas parlamentares na Câmara de Ipojuca, foi preso no Recife após permanecer um mês foragido. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, Gilberto se apresentou espontaneamente à Central de Flagrantes da Capital, acompanhado de seus advogados.
De acordo com o inquérito, ele é gestor da Faculdade Novo Horizonte, pertencente ao Instituto Nacional de Ensino, Sociedade e Pesquisa (Inesp) — uma das instituições usadas para desviar recursos públicos por meio do Instituto de Gestão de Políticas do Nordeste (IGPN), que teria movimentado mais de R$ 6 milhões em menos de um ano. Os valores eram repassados para cursos de capacitação com orçamentos inflados e planos de trabalho inconsistentes.
A defesa do empresário afirmou que as acusações são “injustificadamente atribuídas” e que ele pretende colaborar com as investigações, apresentando documentos e depoimentos para comprovar sua inocência.
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Além dele, três mulheres foram presas durante a Operação Alvitre: Eva Lúcia Monteiro, Edjane Silva Monteiro e Maria Netania Vieira Dias. Continuam foragidos os investigados José Gibson Francisco da Silva, presidente do IGPN; Julio Cesar de Almeida Souza, diretor financeiro; e Gerailton Almeida da Silva, considerado um dos articuladores do esquema.
O caso ganhou nova gravidade após o assassinato da professora universitária Simone Marques da Silva, vinculada ao Inesp, em 28 de outubro. Ela foi morta horas depois de procurar a Delegacia de Porto de Galinhas para prestar depoimento sobre o caso. A Polícia Civil instaurou um novo inquérito para apurar se o homicídio tem relação com o esquema de desvio de verbas públicas no município.






