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Documentário sobre trajetória de Jair Bolsonaro estreia em meio a polêmicas e baixa adesão

Por Redação Arcoverde Agora
Documentário sobre trajetória de Jair Bolsonaro estreia em meio a polêmicas e baixa adesão

O documentário intitulado "A Colisão dos Destinos", que se propõe a narrar a vida e a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, estreou oficialmente nas salas de cinema de todo o Brasil nesta quinta-feira (14). Com 70 minutos de duração, a produção marca a estreia do diretor Doriel Francisco, sob a égide da Dori Filmes, contando ainda com a participação do ex-secretário de Cultura, Mario Frias, na equipe de produção. O roteiro foi construído a quatro mãos, com a colaboração do próprio diretor e de William Alves, enquanto o argumento central traz as assinaturas de Eduardo Bolsonaro e de Mario Frias.

O lançamento do longa ocorre em um momento de intenso debate público e especulações políticas, coincidindo com a repercussão de diálogos divulgados pelo site The Intercept Brasil. Embora o filme tenha chegado às telas em um clima de expectativa por parte dos apoiadores do ex-mandatário, a recepção nas bilheterias tem se mostrado tímida. Em diversas cidades brasileiras, incluindo capitais e polos do interior, o registro de sessões com poucos espectadores tem sido a tônica, contrastando com a ampla distribuição nacional que incluiu estados estratégicos como São Paulo, Bahia, Pernambuco e o Distrito Federal.

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A narrativa proposta pelo documentário busca apresentar o que seus idealizadores chamam de "versão humanizada" da vida de Bolsonaro. A obra percorre cronologicamente fatos desde a infância e a carreira militar até chegar à Presidência da República, utilizando depoimentos de figuras centrais do círculo íntimo e político do ex-presidente, como Nikolas Ferreira, Hélio Lopes e Gil Diniz. Curiosamente, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não consta no rol de entrevistados. Um ponto que tem despertado críticas de analistas e observadores é a ausência proposital de fatos documentados como a derrota eleitoral em 2022, as investigações da CPI da Covid e a condenação ocorrida em 2025.

Para os aliados presentes no filme, a trajetória de Jair Bolsonaro é tratada sob uma ótica quase messiânica, com familiares e parlamentares definindo sua atuação política como uma "missão divina". O episódio da facada em Juiz de Fora, em 2018, é revisitado como um momento de fortalecimento pessoal. Apesar de buscar o engajamento da militância, o filme omite dados sensíveis do período de sua gestão, focando exclusivamente no testemunho de aliados que negam qualquer equívoco na condução das políticas públicas, incluindo a gestão sanitária durante a crise global da pandemia.

Apesar de o site oficial da produção listar sessões espalhadas por todo o território nacional, os dados de ocupação das salas de cinema indicam um desinteresse significativo do grande público, com salas operando com frações mínimas de sua capacidade. Até o fechamento desta reportagem, a produtora e a direção do filme não haviam se manifestado a respeito dos custos de financiamento ou sobre os critérios de distribuição da obra, que permanece em cartaz em circuitos específicos.

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