Uma operação policial de grande relevância, coordenada pela Polícia Civil da Paraíba, resultou na prisão de uma mulher de 33 anos na noite da última segunda-feira (9). A suspeita, que exercia a função de diretora de uma creche na cidade de Itabaiana, no Agreste paraibano, e que também chegou a ser pré-candidata ao cargo de vereadora no município, foi localizada e detida no município de Ipojuca, localizado no litoral sul de Pernambuco. A ação representa um passo estratégico no combate às organizações criminosas que atuam na região.
Segundo informações fornecidas pelo delegado responsável pelo caso, Roberto Carvalho, a investigada é apontada como uma peça fundamental na engrenagem financeira e estratégica de uma facção criminosa que domina o tráfico de entorpecentes em Itabaiana. As investigações, que culminaram na expedição de um mandado de prisão temporária pela 1ª Vara Mista daquela comarca, revelam que a mulher utilizava sua posição social e profissional para encobrir atividades ilícitas, incluindo a lavagem de capitais oriundos da venda de substâncias proibidas.
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A captura da suspeita ocorreu na comunidade de Salinas, em Ipojuca, um local conhecido pelas forças de segurança devido à forte influência de grupos criminosos. De acordo com as autoridades, a escolha da localização para o esconderijo não foi casual, evidenciando uma tentativa de evadir a vigilância policial da Paraíba ao cruzar as divisas estaduais. O mandado de prisão temporária, com prazo inicial de 30 dias, permitirá que a Polícia Civil aprofunde as diligências, analise movimentações bancárias suspeitas e identifique outros possíveis cúmplices que atuam na rede de lavagem de dinheiro liderada pela organização.
Após ser detida, a mulher foi encaminhada à delegacia local em Ipojuca, onde foram realizados os procedimentos legais de praxe. Ela deverá ser recambiada para o sistema prisional paraibano, onde ficará à disposição da Justiça. A Polícia Civil reafirma o compromisso com a elucidação do caso e destaca que as investigações seguem em curso, mantendo o sigilo necessário para garantir o sucesso das novas etapas do processo penal contra o crime organizado no interior do Nordeste.






