Em um pronunciamento contundente realizado durante as celebrações de aniversário da Polícia Federal nesta segunda-feira (30), o diretor-geral, Andrei Rodrigues, defendeu de forma enfática a atuação técnica da instituição. Em sua fala, o dirigente rechaçou veementemente as críticas dirigidas à corporação, classificando-as como "ataques covardes e vis". Segundo Rodrigues, tais manifestações tentam, de maneira recorrente, minar a credibilidade dos agentes que atuam na linha de frente de inquéritos sensíveis, buscando enfraquecer o papel da PF na preservação da ordem democrática.
Rodrigues assegurou que, sob sua gestão, a Polícia Federal mantém uma postura de absoluta isenção, rejeitando qualquer tipo de viés ideológico ou interferência política nas investigações. Ele enfatizou que o "mantra" atual da instituição é claro: a Polícia Federal não protege nem persegue indivíduos, pautando-se estritamente pela legalidade e pelos fatos. O diretor-geral reforçou que o fortalecimento da Polícia Federal é um pilar essencial para o combate eficaz ao crime organizado e à corrupção, sugerindo que as tentativas de descrédito partem de setores que não se beneficiam de uma instituição forte e independente.
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Além das questões institucionais, o diretor destacou a importância da cooperação interinstitucional. Citou como exemplo o sucesso no combate a fraudes bilionárias no sistema financeiro, ressaltando a colaboração com o Banco Central e o alinhamento técnico com seu presidente, Gabriel Galípolo. De acordo com Rodrigues, essa articulação entre órgãos públicos é o caminho fundamental para a obtenção de resultados consistentes em investigações complexas que impactam a economia nacional.
Por fim, o diretor-geral abordou desafios internos importantes, revelando que a corporação enfrentou uma evasão significativa, com a saída de mais de 300 servidores nos últimos três anos para outras carreiras. Para conter esse êxodo e valorizar o capital humano, Rodrigues defendeu o reconhecimento das carreiras policiais. Ele informou que o governo federal abriu canais de diálogo para discutir as demandas salariais e estruturais, mencionando a expectativa de uma reunião direta entre representantes da categoria e o presidente Lula para tratar dessas pendências urgentes.






