A Polícia Civil de Pernambuco concluiu, nesta semana, o inquérito que investigava o diretor e proprietário de um colégio particular localizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, por suspeita de envolvimento em crimes de pedofilia virtual. O empresário Bruno César Pohlmann Batista, de 48 anos, foi formalmente indiciado pela corporação, que encaminhou o procedimento investigativo ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) no dia 9 de abril para as devidas providências judiciais.
As investigações tiveram início em julho do ano passado, sob a coordenação do delegado Mário Melo, titular da Delegacia de Boa Viagem. Durante todo o transcorrer do processo, o suspeito respondeu em liberdade. Segundo as autoridades, o indiciamento fundamenta-se nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Tais dispositivos legais punem severamente quem oferece, transmite, distribui ou divulga cenas de sexo explícito ou pornografia envolvendo menores, bem como aqueles que adquirem, possuem ou armazenam esse tipo de material ilícito, independentemente do meio digital utilizado.
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A defesa do empresário, representada pelo advogado Josemar de Andrade, emitiu uma nota oficial reiterando a inocência de seu cliente. O defensor destacou que Bruno César Pohlmann Batista encontra-se à inteira disposição das autoridades judiciais para colaborar com o trâmite processual. Contudo, a defesa ressaltou que, por se tratar de um inquérito que corre sob segredo de justiça, não pode fornecer detalhes adicionais, argumentando que a publicidade das informações poderia prejudicar o esclarecimento dos fatos e violar o sigilo inerente à investigação.
Agora, cabe ao Ministério Público de Pernambuco analisar minuciosamente os autos produzidos pela Polícia Civil. O órgão ministerial decidirá se existem elementos suficientes para apresentar denúncia formal contra o diretor junto ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O caso gerou grande repercussão na comunidade acadêmica e entre pais de alunos da instituição escolar, dado o impacto social das acusações. O Arcoverde Agora continuará acompanhando o desdobramento deste processo junto aos órgãos de justiça estaduais.






