O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmou nesta quarta-feira (22) que tomou a decisão administrativa de retirar as credenciais de trabalho de um servidor norte-americano que atuava no Brasil. A medida, segundo o gestor, foi adotada estritamente com base no princípio da reciprocidade, um fundamento clássico das relações internacionais que preconiza que um Estado deve tratar os representantes de outra nação da mesma forma que seus próprios representantes são tratados por ela.
A ação da Polícia Federal ocorreu logo após o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho ter recebido uma notificação das autoridades norte-americanas para deixar os Estados Unidos. Embora o governo dos EUA tenha formalizado o pedido, o diretor-geral da PF fez questão de esclarecer, em entrevista à GloboNews, que o delegado brasileiro não foi formalmente expulso, mas sim alvo de uma determinação que gerou a resposta imediata de Brasília.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
O princípio da reciprocidade não é uma lei codificada, mas uma prática diplomática consolidada, frequentemente utilizada como instrumento de equilíbrio em negociações bilaterais. Segundo especialistas em relações internacionais, ele evita que uma das partes usufrua de privilégios enquanto a outra enfrenta restrições desproporcionais. Essa política de 'espelhamento' pode ser aplicada em diversos contextos, abrangendo desde a imposição de taxas consulares até restrições de permanência ou exigências de visto.
Vale ressaltar que essa não é a primeira vez que o Brasil recorre a esse expediente para equilibrar sua balança diplomática. Em um episódio anterior, ocorrido em março de 2026, o Itamaraty revogou o visto de Darren Beattie, assessor do governo norte-americano, após tensões envolvendo a negativa de entrada de autoridades brasileiras em solo americano. Naquela ocasião, o governo brasileiro condicionou a visita de assessores estrangeiros à liberação equivalente para integrantes do alto escalão do governo Lula. O caso atual reforça a postura da gestão brasileira em manter a soberania e a paridade nas relações com Washington, independentemente da complexidade dos laços diplomáticos existentes entre as duas nações. A Polícia Federal segue monitorando a situação e não deu maiores detalhes sobre o servidor americano afetado pela medida.






