O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados será o responsável por julgar os deputados envolvidos no motim liderado pela oposição nesta semana, que paralisou os trabalhos do plenário da Casa. A Mesa Diretora da Câmara encaminhou o caso para a Corregedoria, que deve repassar as representações ao colegiado nos próximos dias.
A presidência do Conselho de Ética está nas mãos do deputado Fábio Schiochet (União-SC). O grupo é majoritariamente formado por partidos do Centrão — MDB, União Brasil, PP, PSD, Republicanos e Podemos — que juntos somam 11 das 21 cadeiras.
Após reunião da Mesa Diretora, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a possibilidade de suspensão de até seis meses para cinco parlamentares: Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS), Júlia Zanatta (PL-SC), Zé Trovão (PL-SC) e Camila Jara (PT-MS).
O caso de Camila Jara será tratado separadamente, pois se refere a uma acusação de agressão feita pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a confusão — a deputada nega as acusações. Outros parlamentares envolvidos devem receber apenas advertências formais.
Na próxima segunda-feira (11), o corregedor Diego Coronel (PSD-BA) deve se reunir com Hugo Motta para discutir os encaminhamentos. Após a chegada das denúncias ao Conselho de Ética, um relator será sorteado entre os membros do colegiado, com algumas restrições: ele não pode ser do mesmo estado nem do mesmo partido ou federação do deputado investigado.
Atualmente, o PL é o partido com maior número de membros no Conselho, com quatro representantes. A federação PT-PCdoB-PV tem três. MDB, União, PP, PSD e Republicanos possuem direito a quatro cadeiras cada. Podemos, PSOL, PSDB, Cidadania e PDT têm um assento cada.
Matéria do portal Arcoverde Agora.






