A Justiça Eleitoral oficializou, na última segunda-feira (25), a expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo dos quadros do Democracia Cristã (DC). A decisão, ratificada pelo juiz eleitoral Tiago Machado, encerra um capítulo conturbado da política nacional, motivado por uma intensa crise interna sobre os rumos da legenda na disputa pela Presidência da República. O movimento, conduzido pela direção nacional do partido, visa pavimentar o caminho para uma possível candidatura do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, em substituição ao ex-ministro.
Rebelo, que já havia sido anunciado como pré-candidato oficial da sigla, contestou veementemente a medida. Por meio de sua assessoria, o ex-ministro declarou que acionou a Justiça para reverter a expulsão, argumentando que o processo não observou os ritos formais previstos no estatuto do Democracia Cristã. Segundo o político, o rito de expulsão sumária é arbitrário e ignora compromissos políticos previamente firmados com a cúpula partidária, classificando a manobra como um movimento contrário à transparência democrática.
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A cúpula do DC, liderada por João Caldas, justificou a medida afirmando que esgotou todas as tentativas de resolução harmoniosa. Em nota oficial, a legenda pontuou que a "intransigência" de Rebelo e a postura adotada frente às diretrizes partidárias configuravam uma afronta direta aos valores e estatutos da sigla. A tensão escalou após Rebelo associar a mudança de rumo do partido a interesses políticos locais, citando supostas preocupações da direção com desdobramentos de investigações em Alagoas, estado onde o filho de Caldas possui atuação política expressiva.
A disputa agora se desenrola tanto nos bastidores quanto no Poder Judiciário. Enquanto o Democracia Cristã busca capitalizar com o nome de Joaquim Barbosa, apresentando-o como uma alternativa de impacto para a corrida eleitoral, Aldo Rebelo reafirma que a construção de candidaturas deve ser pautada por projetos coletivos e não por conveniências de grupos isolados. A oficialização da desfiliação pelo juiz eleitoral coloca o ex-ministro em uma posição de desvantagem imediata, mas as chances de reversão judicial mantêm a indefinição sobre quem, de fato, representará o DC nas próximas eleições presidenciais, deixando o cenário político em aberto até a convenção partidária definitiva.






