A modelo e influenciadora Martha Graeff, ex-namorada do empresário Daniel Vorcaro, emitiu um comunicado formal por meio de sua defesa jurídica para refutar veementemente as alegações de que possuiria bens ou valores atrelados ao banqueiro. A nota surge em um momento de crescente pressão política, após a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovar, nesta quarta-feira (18), a convocação da influenciadora para prestar esclarecimentos sobre suas relações financeiras.
Segundo a defesa, representada pelo advogado Lucio de Constantino, a modelo não detém qualquer imóvel, automóvel ou montante financeiro derivado do relacionamento com Vorcaro. Além disso, o comunicado nega o conhecimento de qualquer estrutura de "Trust" ou fundo fiduciário que a envolva, seja em território norte-americano ou em qualquer outra jurisdição internacional. A equipe jurídica reforçou que Martha reside nos Estados Unidos há quase duas décadas e declara seus rendimentos regularmente através do "Tax Return", equivalente à Declaração de Imposto de Renda no Brasil, mantendo total transparência quanto à origem de seu patrimônio pessoal.
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O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), argumenta que a oitiva é fundamental para mapear a rede de relacionamentos financeiros dos investigados e identificar eventuais proveitos econômicos ilícitos decorrentes das práticas apuradas pela Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Além da CPI do Crime Organizado, a CPMI do INSS também aprovou recentemente a convocação de Martha, reiterando o interesse do Legislativo no caso. A defesa, contudo, classificou a exposição pública de conversas íntimas da modelo como uma violação ilegal de sua privacidade.
Os advogados destacaram ainda que, apesar do desconforto gerado pela exposição, a influenciadora mantém-se à disposição das autoridades brasileiras para colaborar com a justiça, desde que respeitados os limites legais. O caso ganhou repercussão após a PF apreender dispositivos móveis de Vorcaro, nos quais mensagens trocadas entre o banqueiro e a modelo foram extraídas, gerando questionamentos sobre a possível conexão de ativos financeiros que a defesa agora nega categoricamente.






