A defesa de Martha Graeff, modelo e influenciadora digital, veio a público nesta semana para refutar categoricamente as acusações que ligam o nome da ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro a um suposto esquema de transferência de patrimônio milionário. Segundo o advogado Lúcio de Constantino, em declarações concedidas à imprensa, a influenciadora jamais teve ciência ou participação em planos de ocultação de bens, reiterando que seu patrimônio atual é fruto exclusivo de vinte anos de carreira nas redes sociais e independe de qualquer relação pretérita com o proprietário do Banco Master.
As suspeitas, que ganharam força após a deflagração da Operação Carbono Oculto, baseiam-se em trocas de mensagens onde Vorcaro discute a criação de um trust fiduciário, com valores estimados em centenas de milhões de reais, envolvendo o nome de Graeff. No entanto, a defesa alega que, diante das solicitações do então noivo, a modelo chegou a pesquisar o significado do termo técnico em ferramentas de inteligência artificial, demonstrando total desconhecimento sobre finanças complexas. Além disso, a defesa sustenta que consultas realizadas por advogados nos Estados Unidos confirmaram a inexistência de qualquer fundo ou bem imóvel registrado em nome de Martha, que reside atualmente em um imóvel alugado.
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A exposição da intimidade do casal, incluindo diálogos que mencionam autoridades do Supremo Tribunal Federal, foi classificada pela defesa como uma "violência criminosa". O advogado destacou que a divulgação desorganizada de dados privados tem causado graves danos psicológicos à modelo, mãe de uma criança de seis anos, e que medidas judiciais contra o vazamento estão sendo analisadas. Para a defesa, a conduta de terceiros ao expor conversas privadas configura um desvio de finalidade na investigação, que deveria focar em provas concretas e legais, e não no linchamento moral da vida pessoal da influenciadora.
Em relação à convocação de Martha Graeff pela CPI do Crime Organizado, a estratégia jurídica aponta que o depoimento pode estar prejudicado. A argumentação central baseia-se no fato de que o interesse da comissão estaria vinculado a mensagens obtidas através de quebras de sigilo contestadas judicialmente ou vedadas por decisões superiores. Enquanto a questão jurídica segue sob análise, a defesa reafirma que Martha era apenas a namorada de um homem que se apresentava como um empresário de sucesso e bilionário, sem qualquer indício ou suspeita de irregularidades durante o período em que estiveram juntos, caracterizando a modelo como mais uma vítima da exposição desmedida resultante das investigações sobre o Banco Master.






