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Defesa de Martha Graeff afirma que modelo desconhecia origem de bens de Daniel Vorcaro

Por Redação Arcoverde Agora
Defesa de Martha Graeff afirma que modelo desconhecia origem de bens de Daniel Vorcaro

A defesa da modelo e influenciadora Martha Graeff, representada pelo advogado Lúcio de Constantino, manifestou-se publicamente sobre o envolvimento de sua cliente com o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, alvo da Operação Carbono Oculto. Em declarações recentes, o jurista enfatizou que Graeff encontra-se em um estado de choque e profunda decepção ao se deparar com a real dimensão das atividades investigadas, as quais, segundo a defesa, eram totalmente desconhecidas por ela durante o relacionamento.

Segundo o advogado, o que Martha conhecia de Vorcaro era a imagem de um empresário de sucesso no sistema financeiro nacional. A defesa argumenta que a modelo foi alvo de uma narrativa de ostentação, na qual o ex-banqueiro utilizava informações privilegiadas e promessas de fortunas para valorizar sua própria imagem perante a então companheira. Para os defensores, o cenário revelado pela operação policial configura uma surpresa traumática, resultando na exposição indevida da intimidade da influenciadora em um processo judicial complexo.

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Um ponto central na argumentação da defesa é a situação financeira atual de Martha Graeff. Apesar das especulações sobre fundos milionários e propriedades de luxo mencionadas nas conversas interceptadas, os advogados asseguram que nada disso foi efetivado ou incorporado ao patrimônio da modelo. Constantino reforçou que Graeff mantém o mesmo padrão de vida que possuía antes de conhecer Vorcaro, residindo atualmente em um imóvel alugado e sustentando-se exclusivamente com os rendimentos de sua carreira de duas décadas como modelo e influenciadora, consolidada em grande parte no exterior.

Quanto às menções a autoridades em diálogos privados, a defesa criticou a forma como as informações foram divulgadas, classificando a exposição como uma "mídia agressiva" contra a intimidade feminina. Sobre a convocação de Martha pela CPI do Crime Organizado, a defesa sinalizou que o depoimento pode estar juridicamente comprometido, uma vez que o acesso a parte das mensagens foi vedado por decisões judiciais anteriores. A estratégia da equipe jurídica segue sendo a de desvincular a imagem de Graeff de qualquer ato ilícito, sustentando que ela foi, na realidade, uma vítima de um contexto de manipulação de informações perpetrado pelo ex-banqueiro.

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