Brasília, DF — Durante o julgamento do núcleo 1 da trama golpista, que ocorre nesta quarta-feira (3 de setembro) no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a afirmar que não há provas de que ele tenha participado de uma tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito.
O advogado Celso Vilardi, que representa Bolsonaro no processo, declarou que as acusações se sustentam apenas na delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-mandatário, cuja credibilidade, segundo ele, é questionável.
“Não há uma única prova que atrele o presidente ao Punhal Verde e Amarelo, à Operação Luneta e ao 8 de janeiro. Aliás, nem o delator, que eu sustento que mentiu, chegou a dizer ‘participação em Punhal, em Luneta, em Copa, em 8 de janeiro’. Não há uma única prova”, afirmou Vilardi durante a sessão.
O advogado reforçou que o ex-presidente foi, segundo ele, “dragado para esses fatos” sem que houvesse evidências concretas.
Vilardi também criticou a condução da investigação, classificando como “inacreditável” o andamento do processo desde a análise inicial da Polícia Federal (PF) até a denúncia formal do Ministério Público Federal (MPF).
“Um processo com base em uma delação e em uma minuta encontrada no celular de uma pessoa que hoje é colaboradora da Justiça. Esse é o epicentro do processo. Daí em diante, o que aconteceu com a investigação da Polícia Federal e com a denúncia do Ministério Público é uma sucessão inacreditável de fatos”, acrescentou.
O julgamento no STF segue com a análise de provas e argumentos apresentados pela defesa e pela acusação.
Bolsonaro é um dos réus investigados por suposta articulação de um golpe de Estado e incentivo aos atos antidemocráticos do 8 de janeiro.






