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Defesa de Felipe Cançado Vorcaro contesta acusações da PF na Operação Compliance Zero

Por Redação Arcoverde Agora
Defesa de Felipe Cançado Vorcaro contesta acusações da PF na Operação Compliance Zero

A defesa do empresário Felipe Cançado Vorcaro protocolou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma contestação formal às alegações da Polícia Federal (PF) referentes à segunda fase da Operação Compliance Zero. Os advogados sustentam que houve um equívoco de identificação por parte dos investigadores ao apontarem que o empresário teria deixado sua residência em Trancoso, no litoral da Bahia, utilizando um carrinho de golfe no momento em que as autoridades chegavam para o cumprimento de mandados. O caso, que é um desdobramento das investigações sobre o Banco Master, ganha novos contornos com a apresentação de laudos técnicos divergentes.

Segundo o relatório policial, o sistema de segurança teria captado, por volta das 5h40 do dia 14 de janeiro, um indivíduo com vestes semelhantes às de Felipe Vorcaro saindo do local. A Polícia Federal, baseando-se em imagens parcialmente obstruídas pela vegetação, afirma que o empresário evadiu-se para evitar a ação judicial. Contudo, a defesa apresentou um laudo pericial próprio, fundamentado em protocolos de comparação morfológica facial (FISWG/E3149), que assegura que a pessoa flagrada nas gravações não é Felipe, mas sim seu sogro.

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A petição encaminhada ao ministro André Mendonça, relator do inquérito do caso Master, enfatiza que o erro de identificação compromete a narrativa de que teria ocorrido uma tentativa de evasão probatória. Os advogados reforçam que Felipe Cançado Vorcaro não possuía informações privilegiadas sobre a diligência policial e que as movimentações registradas pelo carrinho de golfe, que retornou posteriormente com o sogro e outros hóspedes, são eventos naturais da rotina da propriedade, não constituindo ato ilícito ou obstrução de justiça.

Além do ponto específico sobre a suposta fuga, a defesa contesta as inconsistências apontadas pela PF quanto à movimentação financeira atribuída ao empresário. O corpo jurídico argumenta que as transações financeiras sob análise não pertencem ao círculo de influência de Daniel Vorcaro, primo do investigado, mas sim a uma estrutura empresarial independente e preexistente. Diante dos argumentos expostos, a defesa solicitou a revogação da prisão preventiva de Felipe Vorcaro ou, subsidiariamente, a aplicação de medidas cautelares diversas da detenção, aguardando agora uma decisão do STF sobre o mérito da questão e o prosseguimento das investigações que apuram supostas fraudes bilionárias no mercado de títulos de crédito.

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