A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, nesta sexta-feira (22), esclarecimentos no inquérito que investiga suposta tentativa de coação de autoridades envolvidas no processo sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022.
Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados classificaram o indiciamento feito pela Polícia Federal (PF) como carente de provas, alegando que há “vazios de indícios” e solicitando ao ministro Alexandre de Moraes a reconsideração da prisão domiciliar do ex-presidente.
A defesa destacou que Bolsonaro tem cumprido todas as medidas cautelares impostas no último ano e meio e repudiou o vazamento de informações sigilosas do inquérito.
Sobre o rascunho de um pedido de asilo político à Argentina encontrado em seu celular, os advogados afirmaram que não se trata de indício de fuga.
— “Um rascunho datado de fevereiro de 2024 não pode ser interpretado como intenção de deixar o país. Desde então, o ex-presidente compareceu a todos os atos processuais e permaneceu à disposição da Justiça”, declarou a defesa.
O caso segue em análise no STF.






