A decisão judicial que concedeu liberdade provisória ao motorista de 48 anos responsável pelo acidente que resultou na morte de duas jovens em Arcoverde tem causado forte revolta na região.
Durante a audiência de custódia, realizada na sexta-feira (12), a juíza de plantão Vivian Maia Canen não acatou o pedido do Ministério Público, que havia solicitado a prisão preventiva. A magistrada converteu a prisão em medidas cautelares, a serem definidas no decorrer do processo.
O entendimento surpreendeu até magistrados que atuam na região, já que havia elementos consistentes para a manutenção da prisão. O laudo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que o motorista havia ingerido álcool. Submetido ao teste do etilômetro, o resultado apontou presença de álcool no organismo, fato também confessado pelo acusado.
O acidente aconteceu na noite de quinta-feira (11), por volta das 18h10, no quilômetro 257 da BR-232. As vítimas, que estavam em uma motocicleta, foram atingidas por uma picape Fiat Strada. Elas foram identificadas como Maria Hortência da Silva, 23 anos, natural de Pesqueira, e Geovana Vanessa, 23 anos, residente em Tacaimbó.
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Para familiares e parte da sociedade, a decisão representa um duro golpe na busca por justiça. A luta por enquadrar casos como esse em homicídio com dolo eventual — quando o condutor assume o risco de matar ao dirigir embriagado — ainda encontra resistência e decisões divergentes dentro do Judiciário.
Enquanto Hortência e Geovana foram sepultadas sob dor e comoção, o motorista deixou a prisão pela porta da frente. Para muitos, essa não é a justiça que as famílias das vítimas merecem.






