O presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou seu forte descontentamento nesta terça-feira (30) ao denunciar o que classificou como ataques, ofensas e agressões sistemáticas direcionadas à sua pessoa e à instituição que preside. Durante a sessão plenária, o parlamentar criticou duramente a postura de certas autoridades da República em relação à condução de matérias legislativas pendentes de apreciação na Casa, afirmando que o nível do debate político atual tem sido inadequado e prejudicial ao funcionamento das instituições democráticas.
O desabafo de Alcolumbre ocorreu em um contexto de tensão política, especificamente durante o debate sobre uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a criação de aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. O projeto é visto pelo governo federal como uma 'pauta-bomba' devido ao seu impacto bilionário nas contas públicas, gerando uma pressão direta sobre o comando do Senado. O presidente reiterou que não pretende retirar a proposta da pauta de votações, ressaltando o peso de sua responsabilidade em um ambiente polarizado.
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Alcolumbre destacou que, na condição de presidente de uma casa legislativa bicentenária, não aceitará passivamente ofensas de grupos que, segundo ele, adotam um comportamento hipócrita. O senador comparou a postura de críticos atuais com a de atores políticos do passado, apontando uma semelhança alarmante nas táticas de deslegitimação das instituições, independentemente do espectro ideológico. Ele lamentou que a política brasileira esteja se apequenando, visto que os ataques pessoais muitas vezes vêm acompanhados de ameaças, dificultando a busca pelo equilíbrio institucional necessário em um ano marcado pelo pleito eleitoral.
O histórico de embates entre o Senado e o Poder Executivo tem se intensificado desde o ano passado, quando surgiram divergências significativas, como a disputa em torno do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Na visão de Alcolumbre, a tentativa de usurpação de competências legislativas pelo governo tem sido um ponto de atrito constante. Ao concluir sua fala, o presidente do Senado reforçou seu compromisso com a imparcialidade, lamentando ser alvo de críticas de ambos os lados do cenário político, e reafirmou a importância de preservar a autonomia do Poder Legislativo diante das pressões externas que buscam rotular o Congresso como um inimigo da população.






