Uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (22), trouxe à tona o cenário político atual envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) após a revelação de conversas privadas entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O levantamento, que mediu o impacto das notícias sobre a opinião pública, revela uma nítida divisão entre a base eleitoral do parlamentar e o eleitorado geral. Enquanto 88% dos eleitores de Flávio Bolsonaro defendem que ele deve manter sua pré-candidatura à Presidência da República, 48% da população brasileira entrevistada acredita que ele deveria desistir do pleito.
O episódio, que veio a público através de reportagem do site The Intercept Brasil, mostra o senador solicitando apoio financeiro ao banqueiro para a viabilização de um filme sobre a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Questionados sobre a conduta, 64% dos entrevistados no levantamento geral consideraram que Flávio agiu mal ao buscar esse tipo de patrocínio, enquanto 25% avaliaram positivamente a atitude, sob o argumento de que se trataria de um projeto privado sem envolvimento de verbas públicas.
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Além das questões éticas, o levantamento também abordou a percepção de proximidade entre as partes envolvidas. Cerca de 72% dos entrevistados acreditam que existe uma relação próxima entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O senador, por sua vez, confirmou a veracidade das trocas de mensagens, mas refutou qualquer ilicitude, enfatizando que não ofereceu vantagens nem recebeu benefícios indevidos, limitando-se a buscar apoio para uma obra cinematográfica de cunho pessoal.
No campo da disputa eleitoral, o Datafolha também trouxe dados sobre o cenário para 2026. Em uma simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 47% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro, consolidando um quadro de disputa acirrada. No primeiro turno, a vantagem de Lula sobre o senador subiu para nove pontos percentuais, marcando 40% a 31%. O estudo ouviu 2.004 pessoas entre os dias 20 e 22 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sob o registro BR-07489/2026.






