A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) manifestou-se, nesta quarta-feira (1º), a respeito das especulações sobre o futuro político da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo a parlamentar, a decisão sobre uma possível pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal permanece em aberto, não havendo, até o momento, uma definição concreta por parte de Michelle. A declaração surge em um cenário de intensa movimentação nos bastidores do Partido Liberal (PL), que enxerga na ex-primeira-dama um nome estratégico para o pleito.
A incerteza é alimentada pelo recente afastamento de Michelle da direção do PL Mulher, ocorrido na última terça-feira (30), em meio a tensões internas na família Bolsonaro. Damares Alves pontuou que o processo de convencimento por parte das lideranças do partido continua, mas respeitará o tempo pessoal de Michelle. "Não decidiu nem que sim, nem que não. Mais perto do período da convenção ela vai decidir", afirmou a senadora, reforçando que a prioridade da ex-primeira-dama tem sido o apoio ao marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta desafios de saúde.
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Damares ressaltou que, caso opte por concorrer, Michelle possui capital político próprio, destacando seu carisma e conexão com o eleitorado, independentemente de estrutura partidária complexa. A senadora argumentou ainda sobre a importância de Michelle no cenário legislativo, especialmente na defesa de pautas voltadas a pessoas com deficiência e doenças raras, lacunas que poderão ser acentuadas com as saídas de Paulo Paim e Mara Gabrilli. A senadora negou que uma eventual candidatura seria impulsionada por pressões externas, enfatizando que seria uma escolha baseada em convicções pessoais.
Paralelamente, a crise familiar envolvendo Michelle e o senador Flávio Bolsonaro, evidenciada por episódios recentes de trocas de farpas públicas, tem sido monitorada de perto pela sigla. Embora Damares tenha condenado falas machistas de aliados próximos a Flávio e reafirmado seu apoio ao senador, a dinâmica interna do PL permanece complexa. Enquanto alas do partido divergem sobre a preferência entre Michelle e o atual senador Izalci Lucas, a ex-primeira-dama segue como um nome que mobiliza intensamente tanto a base conservadora quanto os debates sobre o futuro da direita brasileira nas próximas eleições nacionais.






