O Banco Central de Cuba anunciou formalmente nesta quarta-feira que o país será obrigado a suspender todas as transações financeiras envolvendo os cartões de crédito Visa e Mastercard a partir deste sábado, dia 6. A medida drástica é uma resposta direta ao endurecimento das sanções econômicas impostas pelo governo dos Estados Unidos contra a ilha caribenha, que tem gerado um impacto significativo na logística financeira do país.
De acordo com o comunicado oficial emitido pela autoridade monetária cubana, a decisão foi motivada pela postura de um banco estrangeiro — responsável pelo processamento dessas operações — que optou por limitar suas atividades após a entrada em vigor de um decreto norte-americano em 1º de maio. Este decreto ampliou as restrições ao comércio e às transações financeiras com Cuba, tornando inviável a manutenção do fluxo normal de pagamentos internacionais via essas bandeiras.
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A interrupção dos serviços deixa o país sem condições de processar receitas provenientes da venda de bens e serviços que dependam de cartões de crédito reconhecidos mundialmente. Em seu pronunciamento, o Banco Central cubano destacou que a situação cria um obstáculo crítico para o setor de turismo e exportações, áreas vitais para a economia da ilha. O cenário de incertezas gerado pela política externa dos Estados Unidos tem provocado uma retirada gradual de empresas estrangeiras de Cuba nas últimas semanas.
Grandes corporações do ramo hoteleiro, companhias aéreas internacionais e empresas de transporte marítimo têm encerrado ou restringido severamente suas operações na região. O objetivo dos investidores é evitar o alcance das sanções impostas por Washington, que penalizam instituições que mantêm vínculos comerciais com o governo cubano. A economia da ilha, que já enfrentava desafios estruturais, agora lida com uma nova camada de isolamento financeiro que promete afetar diretamente o cotidiano dos cidadãos e o fluxo de capital estrangeiro em território cubano nos próximos meses.






