A tensão dentro do PL ganhou novo capítulo após Michelle Bolsonaro criticar publicamente o deputado federal André Fernandes (PL-CE) pela aproximação com Ciro Gomes (PSDB). Fernandes, presidente estadual do partido, é o articulador direto do movimento e tenta fortalecer o nome de seu pai, pastor Alcides Fernandes, como candidato ao Senado em 2026. Michelle, porém, defende outra opção: a vereadora Priscila Costa (PL-CE), ligada à Assembleia de Deus.
Em resposta, Fernandes rebateu a ex-primeira-dama e afirmou que a iniciativa não foi precipitada, alegando que o próprio Jair Bolsonaro teria autorizado o diálogo com Ciro. Segundo ele, no dia 29 de maio, o ex-presidente pediu que colocasse o político cearense no viva-voz para tratar do alinhamento.
“Se foi precipitada, então foi do próprio marido dela”, declarou o parlamentar após o evento, ampliando a fricção interna.
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Disputa estratégica para 2026
A aproximação com Ciro — recém-filiado ao PSDB e visto pelos tucanos como potencial candidato ao governo do Ceará — aumentou a divisão dentro do PL. Mesmo não sendo aliado do bolsonarismo, Ciro é considerado uma alternativa competitiva contra o governador Elmano de Freitas (PT), que deve buscar a reeleição.
Protagonismo de Michelle cresce e gera resistências
O episódio também reforça o papel cada vez mais influente de Michelle nas articulações do partido. Suas posições sobre alianças e candidaturas já repercutem em outros estados, como Santa Catarina e Distrito Federal, despertando resistências entre aliados e até entre os filhos de Bolsonaro, que demonstram desconforto com a possibilidade de ela assumir maior protagonismo eleitoral em 2026.
Durante o evento em Fortaleza, Michelle foi chamada de “presidenciável” pelo ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo-PR). Surpresa, reagiu fora do microfone: “Eu, presidenciável?” — ao que Deltan respondeu: “Para a gente é.”






