A Câmara Municipal de Arcoverde enfrenta um momento de profunda instabilidade institucional após a recente sessão legislativa, que culminou em um cenário de desordem e ataques diretos a parlamentares. O estopim para a crise foi o uso da tribuna livre pelo advogado Eldy Magalhães, cujas falas foram classificadas pelos vereadores como ofensivas e caracterizadas como violência política de gênero contra a vereadora Célia Galindo, parlamentar com uma longa trajetória de dez mandatos no município.
Em nota oficial assinada por um grupo expressivo de parlamentares, o colegiado manifestou profunda indignação não apenas com o teor das agressões verbais proferidas, mas também com a postura passiva adotada pelo presidente da Casa, Luciano Pacheco. Segundo os signatários, o presidente teria negligenciado seu dever de conduzir o debate com imparcialidade e respeito, permitindo que a tribuna fosse utilizada para desferir ataques à honra de representantes legitimamente eleitos pelo povo arcoverdense, ignorando os repetidos apelos por intervenção feitos no plenário.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
A nota conjunta destaca que o episódio não se tratou de um debate parlamentar, mas sim de uma agressão injustificada que desrespeita o Poder Legislativo como um todo. Os vereadores Wellington Siqueira, Rodrigo Roa, Paulinho Galindo, João Taxista, Heriberto do Sacolão, João Marcos e Luiza Margarida enfatizaram que a omissão da presidência agravou o cenário, falhando em garantir o equilíbrio necessário para o exercício da democracia. Para os signatários, a presidência da Câmara não está acima da maioria e tem a obrigação regimental de assegurar que o plenário seja um espaço de respeito mútuo.
O caso levanta um debate urgente em Arcoverde sobre os limites da tribuna livre e a proteção aos parlamentares contra discursos que promovem a violência política. A postura da presidência frente a denúncias de ameaça e injúria, especialmente quando dirigidas a mulheres em cargos de poder, coloca em xeque a governabilidade e a ética na condução dos trabalhos legislativos. A população agora aguarda medidas concretas para que a ordem e a urbanidade retornem ao parlamento municipal, garantindo que a Casa de Vereadores cumpra sua finalidade de representar os anseios dos cidadãos sem ser palco para abusos de terceiros.






