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Criação de mini-horses ganha força no Brasil e se torna alternativa de renda

Por Redação Arcoverde Agora
Criação de mini-horses ganha força no Brasil e se torna alternativa de renda

Uma raça de pônei desenvolvida no Brasil tem ganhado destaque no mercado nacional, transformando-se em uma oportunidade de negócio promissora para produtores rurais e entusiastas da equinocultura. Conhecidos como mini-horses ou minicavalos, esses animais diferem dos pôneis tradicionais pela sua conformação física, que preserva as características de um cavalo de porte padrão, porém em dimensões reduzidas, com altura limite de 89 centímetros para machos.

O fenômeno reflete uma tendência de mercado em que esses equinos deixam de ser apenas animais de lida ou exposição para se tornarem companheiros domésticos. Com cerca de 9 mil animais registrados oficialmente no país, a procura por minicavalos para integração em quintais e áreas urbanas de médio porte tem impulsionado a comercialização, consolidando a espécie como uma opção viável para famílias que buscam a convivência com animais de estimação dóceis e de fácil manejo em espaços reduzidos.

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Do ponto de vista econômico, a criação de mini-horses apresenta atrativos claros. Produtores como Rogério Andrade, referência no setor, apontam que o custo de manutenção é significativamente inferior ao de equinos de grande porte. Um mini-horse adulto, que pesa em média 100 quilos, consome cerca de um quilo de ração diária, somado a suplementação e capim, tornando a operação viável mesmo em propriedades de pequena extensão. O valor de mercado de um exemplar após o desmame varia entre R$ 6 mil para machos e R$ 8 mil para fêmeas, dependendo de fatores como linhagem, pelagem e conformação morfológica.

Além do aspecto financeiro, a docilidade é um diferencial marcante da raça. Tutores relatam que os animais interagem com outros pets, como cães e gatos, adaptando-se facilmente à rotina residencial. No entanto, especialistas ressaltam que, apesar do tamanho reduzido, o proprietário deve garantir cuidados básicos como abrigo adequado contra intempéries, higiene diária do piquete e acompanhamento veterinário periódico. A ascensão dos mini-horses no cenário brasileiro é reflexo de um trabalho rigoroso de seleção genética iniciado em 2002, que combinou o pônei brasileiro a exemplares da raça americana, resultando em um animal que une beleza, temperamento amigável e alta demanda comercial.

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