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Cremepe denuncia superlotação crítica e falta de estrutura no Hospital da Restauração

Por Redação Arcoverde Agora
Cremepe denuncia superlotação crítica e falta de estrutura no Hospital da Restauração

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) formalizou uma notificação à Secretaria Estadual de Saúde diante do cenário crítico de superlotação identificado no Hospital da Restauração (HR), localizado no bairro do Derby, no Recife. A unidade, que figura como a principal referência em atendimentos de alta complexidade no estado, apresenta deficiências estruturais preocupantes, incluindo infiltrações, janelas quebradas e áreas improvisadas que comprometem tanto o bem-estar dos pacientes quanto a segurança das equipes multidisciplinares que atuam no local.

Conforme os dados apurados pela fiscalização do Cremepe, a situação mais alarmante reside na presença de 72 pacientes entubados que, por falta de disponibilidade em leitos específicos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), permanecem em alas comuns ou corredores. O representante do conselho, Sérgio Palma, destacou que a unidade chegou a operar com uma sobrecarga de 300% de sua capacidade técnica. O agravamento do quadro é atribuído, em parte, a reformas estruturais em andamento, que obrigaram o fechamento de alas estratégicas, como as salas laranjas, forçando a redistribuição dos atendimentos para setores já saturados.

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Relatos de familiares expõem a precariedade do cotidiano no hospital. Acompanhantes relatam a necessidade de dormirem em áreas externas ou em cadeiras improvisadas, além de conviverem com riscos físicos, como goteiras e lâmpadas que se desprendem do teto. A superlotação também gera desafios logísticos severos, dificultando a localização de pacientes e a organização das visitas em setores de alta criticidade, como as salas vermelhas, que precisaram ser expandidas para acomodar a demanda crescente.

Por sua vez, a direção regional do Hospital da Restauração, representada pelo Dr. Petrus Andrade Lima, rebateu as críticas sobre a agilidade do atendimento. Segundo o diretor, a média de permanência na emergência é de apenas 1,4 dias, o que seria um dos menores índices entre as unidades públicas estaduais. A gestão argumenta que, embora a estrutura opere acima da capacidade, busca a otimização dos fluxos através da Regulação. Curiosamente, o hospital afirma que cerca de 30% dos pacientes que conseguem vagas de transferência para outras unidades recusam a mudança, preferindo a assistência oferecida pelo HR, o que, segundo a direção, valida a qualidade do serviço prestado, apesar das limitações físicas impostas pelo alto volume de procura. O Cremepe agora aguarda medidas concretas da Secretaria Estadual de Saúde para sanar as irregularidades apontadas.

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