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CPI do Crime Organizado analisa pagamentos milionários do Banco Master a escritório ligado a esposa de Moraes

Por Redação Arcoverde Agora
CPI do Crime Organizado analisa pagamentos milionários do Banco Master a escritório ligado a esposa de Moraes

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, em curso no Congresso Nacional, incluiu em sua linha de investigação o recebimento de valores expressivos por parte do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de titularidade de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Conforme informações confirmadas junto aos dados declarados pelo Banco Master à Receita Federal, o montante repassado à banca advocatícia alcançou a marca de R$ 80,2 milhões entre os anos de 2024 e 2025.

Os dados, que foram encaminhados à comissão após uma solicitação específica ao Fisco, detalham que os pagamentos foram efetuados em função de serviços de consultoria jurídica prestados ao banco de Daniel Vorcaro. O volume total dos repasses, que começou a ser investigado mais profundamente após omissões na primeira remessa de documentos, gerou questionamentos no âmbito do colegiado sobre a natureza contratual e a extensão dos serviços advocatícios, que incluíram uma equipe de 15 profissionais e coordenação de escritórios terceirizados.

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Em nota oficial, o escritório Barci de Moraes refutou a veracidade de informações que classificou como "vazadas ilicitamente", reforçando que todos os dados fiscais são protegidos por sigilo e que o trabalho desenvolvido foi de natureza técnica e jurídica ampla. Segundo os registros do próprio banco, o contrato teria duração de 36 meses, com parcelas mensais fixas de aproximadamente R$ 3,6 milhões, totalizando os pagamentos processados até novembro de 2025.

Parágrafo de desfecho: Verdana">Paralelamente ao avanço técnico das investigações, o cenário político impõe limites à continuidade dos trabalhos. O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), confirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não prorrogar o prazo de funcionamento do colegiado. Com o encerramento previsto para o dia 14, o relatório final deverá ser consolidado com as informações já coletadas até o momento. Segundo Vieira, a decisão da presidência do Senado justifica-se pela preocupação com eventuais impactos políticos das investigações em um ano de pleito eleitoral, marcando o fim das atividades da comissão antes que novos desdobramentos sobre o caso possam ser aprofundados.

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