O bioma amazônico, presente em mais de nove países e com 60% de sua área localizada no Brasil, abriga a maior diversidade biológica do planeta e exerce papel essencial na regulação do clima global, ao armazenar cerca de 70 bilhões de toneladas de carbono. Por isso, o mundo volta seus olhos ao país durante a COP30, que acontece em Belém (PA), reunindo líderes internacionais para discutir soluções frente às mudanças climáticas.
A Conferência das Partes (COP) é o principal evento das Nações Unidas (ONU) sobre o tema e ocorre anualmente, com presidência rotativa entre as regiões do planeta. Nesta edição, o Brasil busca reafirmar seu compromisso com o multilateralismo e com a plena implementação do Acordo de Paris, tratado firmado na COP21, em 2015, que prevê a redução das emissões de gases de efeito estufa e o limite do aquecimento global a 1,5°C.
O país ratificou o acordo em setembro de 2016, transformando suas metas em obrigações internacionais. No cenário global, a governança climática depende da cooperação entre nações para formular políticas sustentáveis, e o Brasil tem papel decisivo nesse esforço, especialmente por suas decisões sobre desmatamento, energia e uso do solo, que afetam o equilíbrio climático mundial.
A trajetória brasileira nesse debate começou com a Rio 92, conferência que colocou o país no centro das discussões ambientais e deu origem à Agenda 21. Desde então, o Brasil tem sido protagonista em diversas COPs, como a de Kyoto (1997) e Joanesburgo (2002), enfrentando o desafio de conciliar preservação ambiental e desenvolvimento econômico.
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A COP30, considerada a “COP da Implementação”, ocorre em um momento em que a Amazônia e o Brasil assumem papel central nas negociações internacionais. O evento reforça o compromisso do país em promover justiça climática, sustentabilidade e cooperação internacional, com a presença de autoridades políticas, científicas e judiciais.
Durante a conferência, o ministro Edson Fachin, presidente do STF, destacou a urgência do tema: “O século XXI amanheceu doente. A natureza nos interpela e reclama seus direitos”. A fala integra a programação do Dia da Justiça, celebrado nesta quarta-feira (13), que reunirá representantes de cortes constitucionais de vários países para discutir o papel do Judiciário na defesa dos direitos humanos e ambientais.
A programação especial do Dia da Justiça será transmitida pela TV Justiça e Rádio Justiça até sábado (15), reforçando o papel do Brasil como voz ativa no enfrentamento das mudanças climáticas e na busca por um futuro sustentável para as próximas gerações.






