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Conselho de Ética aprova suspensão de deputado Marcos Pollon por ocupação da Mesa da Câmara

Por Redação Arcoverde Agora
Conselho de Ética aprova suspensão de deputado Marcos Pollon por ocupação da Mesa da Câmara

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta etapa de julgamentos, um relatório que sugere a suspensão de dois meses do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS). A medida é um desdobramento direto dos eventos ocorridos em agosto de 2025, quando parlamentares da oposição ocuparam a Mesa Diretora do plenário da Casa em um ato de protesto. O relator do caso, deputado Moses Rodrigues (União-CE), destacou em seu parecer a gravidade da conduta, enfatizando que a obstrução do trabalho legislativo e o impedimento do acesso do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), à sua cadeira de comando extrapolam os limites da livre manifestação política.

A decisão, que ainda será submetida a etapas adicionais de votação, também abrange o escrutínio das condutas dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC), cujos processos serão analisados individualmente pelo colegiado. Segundo o relator, não é possível confundir o episódio com uma manifestação legítima de divergência, uma vez que o ato atingiu diretamente a imagem e a credibilidade da instituição perante a sociedade brasileira, criando uma inversão de hierarquias que compromete a normalidade democrática dentro do Poder Legislativo federal.

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Em suas defesas, os parlamentares representados sustentam que a ocupação foi pacífica e que o exercício do direito de reunião está protegido pela imunidade parlamentar. Zé Trovão alegou que o protesto visava pressionar por uma anistia, enquanto Marcel Van Hattem argumentou que o uso da cadeira da presidência por qualquer deputado seria legal. Contudo, a Mesa Diretora da Câmara já iniciou movimentos para endurecer as regras regimentais. Um projeto de resolução, atualmente em tramitação, busca estabelecer punições severas — que podem incluir desde a suspensão temporária até a cassação do mandato — para casos de obstrução física e comportamento que impeça o funcionamento das votações no plenário.

O caso de Marcos Pollon ainda permite recurso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso a punição seja mantida na comissão, a decisão final dependerá de votação no plenário da Câmara dos Deputados. O episódio remete a um período de alta tensão política no país, iniciado após a determinação de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, e sublinha a urgência do Legislativo em definir limites claros para a conduta parlamentar em situações de conflito, visando resguardar a ordem constitucional.

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