O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao foco de investigações da Polícia Federal em razão de sua condução da pandemia de Covid-19. A decisão foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tem como base o relatório da CPI da Covid, realizada em 2021, que apontou possíveis irregularidades na gestão federal durante a crise sanitária.
Durante participação na Rádio Itapuama FM e no programa Panorama PE, o jornalista Nill Júnior destacou a gravidade das apurações.
“O Brasil tem 3% da população mundial, mas concentrou 10% das mortes por Covid. São mais de 700 mil vidas perdidas, e isso está sendo colocado na conta, principalmente da condução do governo federal”, afirmou.
Segundo o comentarista, a investigação não se restringe a possíveis fraudes em licitações e contratos. O aspecto político da condução da pandemia também é central.
“O governo Bolsonaro não assumiu o dever institucional de obedecer à ciência. A demora na compra de vacinas e a defesa de medicamentos sem eficácia, como cloroquina e ivermectina, custaram caro ao país”, acrescentou.
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Nill Júnior lembrou ainda que o discurso do ex-presidente, minimizando a gravidade da doença e criticando medidas de restrição, teve impacto direto na adesão da população às recomendações sanitárias.
“Pelo menos metade das 700 mil mortes poderiam ter sido evitadas se houvesse uma condução correta e união em torno das recomendações médicas”, concluiu.






