Foi encerrada nesta quinta-feira (16) a audiência de instrução referente ao processo do delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz, acusado de tentativa de homicídio contra o ambulante Emmanuel Pedro Apory. O episódio, que gerou forte comoção pública e protestos na ilha de Fernando de Noronha, ocorreu em maio de 2025, durante um evento de samba realizado no Forte dos Remédios. Segundo as investigações, o disparo que culminou na amputação da perna da vítima teria sido motivado por ciúmes envolvendo a namorada do policial.
O procedimento judicial, conduzido pelo juiz Rogério Lins no Fórum Roberto Lins, ocorreu de forma híbrida, com a presença física do magistrado, do promotor Fernando Matos e da assistência de acusação, enquanto a defesa do réu acompanhou os trabalhos virtualmente. Durante esta segunda etapa da instrução, foram ouvidas quatro testemunhas de acusação e uma de defesa, consolidando o conjunto probatório que agora será submetido à análise final para uma possível pronúncia ao Tribunal do Júri.
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A assistência de acusação, representada pelo advogado Anderson Flexa, manifestou a expectativa de que o caso seja julgado pelo corpo de jurados local, enfatizando a busca por justiça e reparação para a vítima, que sofreu sequelas irreversíveis. Em contrapartida, a defesa do delegado, conduzida pelo advogado José Augusto Branco, ressaltou que o processo deve se pautar pela imparcialidade e pelo devido processo legal, confiando na análise das provas registradas durante toda a instrução para o veredito final.
Na esfera administrativa, a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Luiz Alberto segue em regime de prioridade, dado o afastamento preventivo do cargo. Enquanto o processo penal tramita para a fase de alegações finais — onde acusação e defesa terão um prazo de cinco dias para seus memoriais —, o delegado permanece respondendo em liberdade. O desfecho desta etapa judicial marcará um passo decisivo para definir se o réu enfrentará julgamento popular pela gravidade do ato cometido em Noronha.






