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Comissão de Direitos Humanos do Senado aprova projeto para sustar resolução do Conanda sobre aborto legal

Por Redação Arcoverde Agora
Comissão de Direitos Humanos do Senado aprova projeto para sustar resolução do Conanda sobre aborto legal

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (2), um projeto de decreto legislativo que visa sustar os efeitos da Resolução nº 258, editada pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) em dezembro de 2024. A norma, que entrou em vigor em janeiro de 2025, estabelece diretrizes para o atendimento e a garantia do direito ao aborto legal em casos de menores de idade, um tema que gera debates intensos no cenário político e jurídico brasileiro.

O texto aprovado pela comissão agora segue para votação no plenário do Senado. Por se tratar de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL), caso seja ratificado pelos parlamentares, a medida entra em vigor imediatamente, sem a necessidade de sanção presidencial. A relatoria da proposta ficou a cargo da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que argumentou que a resolução do Conanda extrapola suas funções ao relativizar o papel da família e o poder familiar, pontos que, segundo a parlamentar, são protegidos pelo ordenamento jurídico brasileiro.

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A resolução do Conanda, agora sob escrutínio legislativo, defende que a gravidez precoce em crianças e adolescentes impõe graves riscos à saúde física e mental, podendo resultar em impactos sociais profundos e até riscos de morte. A norma buscava garantir que as vítimas de violência sexual recebessem orientações claras e acesso ao procedimento de aborto legal, resguardando a autonomia da vítima e permitindo, em casos específicos de risco ou dano, que o procedimento ocorra mesmo sem a anuência dos responsáveis legais.

Defensores da resolução argumentam que o foco deve ser a proteção da criança e a descentralização dos serviços de saúde, garantindo que o Estado, a sociedade e a família ajam em conjunto para evitar traumas adicionais. Por outro lado, o PDL aprovado na CDH reflete a preocupação de setores conservadores sobre a intervenção estatal na autonomia das famílias. Com a tramitação, o tema deve mobilizar intensamente as bancadas no Congresso Nacional, dado o peso ético e constitucional que a matéria carrega, especialmente considerando que, pela legislação vigente, qualquer relação sexual com menores de 14 anos é automaticamente classificada como estupro de vulnerável.

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