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CNJ revela crescimento de 160% em ações penais contra o crime organizado no Brasil

Por Redação Arcoverde Agora
CNJ revela crescimento de 160% em ações penais contra o crime organizado no Brasil

Um novo levantamento divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) trouxe à tona a dimensão alarmante da criminalidade organizada no Brasil. Segundo os dados, o país acumula mais de 12 mil ações penais pendentes que envolvem integrantes de facções criminosas. O relatório, que é o primeiro mapa detalhado do CNJ sobre o tema, indica uma tendência de crescimento acentuado: o número de processos judiciais ligados a organizações criminosas subiu quase 160% nos últimos cinco anos, evidenciando o desafio constante enfrentado pelas instituições de segurança e pela justiça brasileira no combate a esses grupos.

A apresentação dos dados foi realizada pelo ministro Edson Fachin, presidente do órgão, durante um evento em Brasília na última segunda-feira (23). O ministro destacou que o crescimento e as constantes reconfigurações das facções representam uma ameaça direta à estabilidade do Estado Democrático de Direito. Conforme pontuado por Fachin, a expansão do crime organizado corrói as instituições, busca infiltrar-se em mercados lícitos e utiliza o sistema financeiro para a lavagem de capitais, além de disputar o controle territorial com o poder público.

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O relatório detalha que, somente até o fim do ano passado, contabilizavam-se 12.448 ações penais em trâmite. Apenas em 2025, o judiciário brasileiro recebeu mais 3.027 novas denúncias relacionadas ao crime organizado, enquanto 1.661 processos foram arquivados. A série histórica apresentada mostra que, em 2020, o país registrava 2.607 ações, número que saltou para 6.761 em 2025, confirmando a velocidade com que essa modalidade criminosa tem exigido a atenção do sistema judiciário.

O ministro Edson Fachin reiterou que a existência dessas facções impede o exercício pleno da cidadania, pois em localidades dominadas por grupos criminosos, o direito de locomoção e a liberdade de expressão são severamente restringidos. "Não há Estado de Direito em regiões dominadas por facções", sublinhou. O mapeamento serve como ferramenta essencial para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao enfraquecimento financeiro e logístico desses grupos, bem como para o fortalecimento da presença estatal em áreas de alta vulnerabilidade, visando devolver a segurança e a ordem constitucional a todo o território nacional.

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