As fortes chuvas que atingem Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, já deixaram 14 mortos e 440 pessoas desabrigadas. Na madrugada desta terça-feira (24), a prefeitura decretou estado de calamidade pública. As aulas foram suspensas em todas as escolas municipais.
Segundo a administração municipal, este é o fevereiro mais chuvoso da história da cidade, com 584 milímetros acumulados — o dobro do esperado para o mês. O temporal começou no fim da tarde de segunda-feira e há previsão de mais chuva.
Locais onde foram registradas as mortes:
4 óbitos na Rua Natalino José de Paula, bairro JK;
4 óbitos na Rua Orville Derby Dutra, bairro Santa Rita;
2 óbitos na Rua João Luís Alves, Vila Ideal;
1 óbito na Rua José Francisco Garcia, bairro Lourdes;
1 óbito na Rua Eurico Viana, Vila Alpina;
1 óbito na Estrada Athos Branco da Rosa, bairro São Benedito;
1 óbito na Rua Jacinto Marcelino, Vila Olavo Costa.
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Em vídeo divulgado nas redes sociais, a prefeita Margarida Salomão informou que há ao menos 20 ocorrências de soterramento. As vítimas resgatadas com vida estão sendo encaminhadas para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), unidade de referência na cidade.
Um dos bairros mais afetados é o Parque Burnier. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, há 17 pessoas desaparecidas no local, entre elas mais de cinco crianças. Nove pessoas foram resgatadas com vida na área.
O Rio Paraibuna e diversos córregos transbordaram. Pontes e o Mergulhão que ligam bairros ao Centro foram interditados, além de registros de árvores caídas e vias bloqueadas.
Segundo o tenente Henrique Barcellos, os bombeiros receberam mais de 40 chamadas emergenciais durante a madrugada, envolvendo moradores ilhados, deslizamentos e imóveis atingidos. Equipes especializadas em desastres ambientais, com mais de 20 militares e cães de busca, foram deslocadas para reforçar as operações.






