A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), trouxe a público duras críticas à condução do Banco de Brasília (BRB) durante a gestão iniciada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). Em declarações contundentes concedidas à GloboNews nesta semana, a governadora atribuiu a crise enfrentada pela instituição financeira a uma escolha equivocada de liderança, focando especificamente na figura de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco que foi detido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero em novembro de 2025.
Celina Leão não poupou adjetivos ao descrever o comportamento de Costa, classificando-o como alguém com traços de "megalomania". Segundo a gestora, o ex-executivo concentrava decisões importantes em um grupo restrito de diretores, limitando a governança e o controle interno do BRB. Ela reforçou que, desde o início, mantinha uma postura de distanciamento em relação ao executivo, criticando inclusive o patrocínio de eventos esportivos internacionais que, na sua visão, destoavam da realidade e da missão central da instituição financeira regional.
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Ao assumir o comando do Distrito Federal, Celina Leão relatou ter iniciado um processo rigoroso de saneamento no BRB. As medidas incluíram a substituição completa de diretorias e superintendências que não haviam sido alvo de afastamento judicial, além da contratação de auditorias internacionais para passar a instituição a limpo. Segundo a governadora, esse esforço foi determinante para identificar irregularidades que posteriormente foram encaminhadas às autoridades competentes, como a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A chefe do Executivo distrital destacou, ainda, o desafio enfrentado pelo seu governo em restaurar a credibilidade do banco em meio a um cenário de desconfiança sistêmica. Ela rebateu preconceitos de gênero ao pontuar que a sua capacidade de gerir uma crise de tamanha complexidade superou as expectativas de quem duvidava de sua atuação. O governo segue trabalhando para capitalizar a instituição e garantir que o banco cumpra seu papel fundamental no desenvolvimento econômico da capital federal, deixando para trás o capítulo de má gestão que culminou nas investigações policiais.






