O governo do Catar afirmou nesta terça-feira (24) que não atua como mediador direto nas negociações entre Estados Unidos e Irã, mas destacou que apoia todos os canais diplomáticos para reduzir as tensões na região.
A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed Al-Ansari, durante coletiva em Doha. Segundo ele, o país mantém diálogo próximo com Washington em busca de alternativas para conter a escalada do conflito.
“Estamos trabalhando muito próximos para buscar uma forma de desescalada, encontrar uma saída para a crise e impedir ataques aos nossos países”, afirmou.
A fala ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que houve conversas com o Irã e que existiriam “pontos importantes de acordo” entre os dois lados. O governo iraniano, no entanto, negou qualquer negociação.
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Além do Catar, países como Egito, Paquistão e Turquia também têm participado de esforços diplomáticos para reduzir a tensão no conflito, que envolve os Estados Unidos e Israel contra o Irã e já impacta o fornecimento global de energia.
O governo catariano alertou ainda para os riscos de agravamento da crise. Segundo Al-Ansari, uma escalada sem controle pode levar a um efeito dominó regional, ampliando o conflito para outros países e resultando em uma guerra de maiores proporções.
A situação no Oriente Médio segue instável, com movimentações diplomáticas intensas e tentativas internacionais de evitar um confronto ainda mais amplo.






