O assassinato brutal da menina Yasmin, de 6 anos, ocorrido no distrito de Ibitiranga, zona rural de Carnaíba, no Sertão de Pernambuco, segue sob investigação e tem gerado profunda preocupação na comunidade e cobranças públicas por parte da defesa da vítima.
O advogado criminalista Cláudio Soares, constituído como assistente de acusação no processo, manifestou-se publicamente cobrando mais transparência institucional da Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) e alertando para o cenário de insegurança no distrito, que sequer possui um posto policial fixo.
Crítica da Defesa e Medo Generalizado
A principal crítica do advogado recai sobre a ausência de informações oficiais e o clima de medo que afeta a rotina de Ibitiranga.
“Alunos da escola onde Yasmin estudava e toda comunidade escolar estão em pânico e muito medo. Pois circula entre a população a percepção de que os suspeitos seguem em liberdade, o que vem afetando diretamente o emocional das crianças e de suas famílias,” disse a gestora da escola, Adriana Marques.
Soares questionou formalmente as autoridades sobre pontos cruciais, como: a existência de menores apreendidos ou adultos presos (e se foram soltos), o status dos laudos periciais (que poderiam confirmar a hipótese de violência sexual) e o motivo pelo qual família e representantes legais não têm acesso a informações básicas sobre as diligências.
O advogado também classificou como “arbitrariedade e uma censura” a orientação da SDS para que delegados evitem conceder entrevistas, defendendo que a imprensa é o canal adequado para informar a sociedade sobre o andamento do caso.
MPPE Garante Sigilo e Suporte às Vítimas
Em nota, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Carnaíba, informou que está acompanhando de perto o trabalho da Polícia Civil e que o sigilo das investigações será mantido. A medida é essencial para não frustrar as apurações e preservar a intimidade da família da vítima.
O MPPE garante que, assim que o inquérito policial for concluído, serão adotadas todas as medidas cabíveis para que os acusados sejam punidos na forma da lei.
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Paralelamente à apuração criminal, a Promotoria, com apoio do Núcleo de Apoio às Vítimas de Crime (NAV), está articulando ações junto à rede local de assistência social, saúde e educação para proteger os direitos dos familiares de Yasmin e de toda a comunidade afetada. O objetivo é garantir apoio psicossocial, jurídico e de saúde para todos os envolvidos.
O advogado Cláudio Soares finalizou afirmando que acredita no empenho da equipe policial e que espera respostas mais concretas, baseadas em laudos periciais, nos próximos dias, enquanto a sociedade do Pajeú aguarda por Justiça.






