Vista panoramica da cidade de Arcoverde, PernambucoLogo Arcoverde Agora
Policia

Caso de policial militar morto em Recife ganha novos contornos após defesa relatar troca de taças

Por Redação Arcoverde Agora
Caso de policial militar morto em Recife ganha novos contornos após defesa relatar troca de taças

Um caso intrigante envolvendo a morte do cabo da Polícia Militar, José Maria Alexandre da Silva Júnior, de 40 anos, segue sob investigação rigorosa da Polícia Civil de Pernambuco. O militar, lotado no Regimento de Polícia Montada (RPMont), faleceu na última quinta-feira (11) após passar mal em um apartamento situado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O imóvel pertence à sua ex-companheira, uma corretora de imóveis de 48 anos, com quem o policial mantinha um relacionamento marcado por constantes conflitos e histórico de violência doméstica.

Em coletiva realizada nesta terça-feira (17), a defesa da mulher apresentou uma versão impactante sobre os momentos que antecederam o mal-estar fatal do PM. Segundo os advogados Rafael Nunes e Flávio Lapenda, a cliente notou uma movimentação suspeita nas taças que o casal utilizava para consumir bebidas. As peças possuíam marcações específicas — pequenos pontos pretos — utilizadas pela proprietária para identificar utensílios domésticos. Ao retornar de um curto período fora do cômodo, a mulher percebeu que as taças haviam sido trocadas, o que teria gerado um estado de choque e temor por parte dela, levando-a a realizar a destraca discreta dos objetos logo em seguida.

📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!

Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.

👉 Clique aqui e entre no nosso canal

A defesa reforça que a relação entre ambos era conturbada, ressaltando que, apesar de existir uma medida protetiva contra o PM por episódios anteriores de agressão, ele insistia em manter contato com a corretora. Durante a noite do ocorrido, o clima teria sido tenso, com relatos de que o policial chegou a arremessar celulares pela janela. Pela manhã, o quadro de saúde do militar deteriorou rapidamente, apresentando cianose (coloração roxa na pele) e convulsões, culminando no acionamento do SAMU, que apenas pôde constatar o óbito no local.

Atualmente, a 3ª Delegacia de Homicídios do DHPP classifica o caso como "morte a esclarecer". A polícia busca determinar se houve envenenamento ou se a causa da morte está relacionada a outros fatores. Nos pertences do policial, foram encontradas substâncias ilícitas, incluindo maconha e diversos medicamentos, além de uma faca peixeira. A perícia técnica, cujos laudos são aguardados com expectativa, será crucial para elucidar se o óbito foi provocado por ingestão de substância tóxica ou por decorrência do uso de entorpecentes encontrados em sua posse. A mulher segue colaborando com as autoridades na condição de testemunha, reafirmando sua versão dos fatos perante as investigações em curso.

Tags:

Policia

Site criado pela

logo