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Caso de mulher de 38 anos que se passava por adolescente revela histórico de golpes em Pernambuco

Por Redação Arcoverde Agora
Caso de mulher de 38 anos que se passava por adolescente revela histórico de golpes em Pernambuco

O caso de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, que ganhou repercussão nacional após ser presa em Joinville, Santa Catarina, por se passar por uma menina de 12 anos e ser acolhida por uma família local, revelou uma série de ocorrências anteriores em Pernambuco. A mulher, que vivia há 14 meses como filha adotiva da família catarinense, possui um histórico longo de episódios semelhantes em diversos estados, demonstrando um padrão recorrente de estelionato e falsidade ideológica que chegou a mobilizar órgãos de proteção social no Recife em meados de 2023.

Em julho de 2023, Amanda circulou por unidades de acolhimento na capital pernambucana, apresentando-se sob a identidade falsa de Gabrielly Souza de Oliveira. Durante sua estadia na cidade, ela utilizou o Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) e foi encaminhada ao Abrigo Noturno Irmã Dulce dos Pobres. Dada a natureza infantilizada de seu comportamento e a alegação de ser menor de idade, o Conselho Tutelar foi acionado para mediar o caso, garantindo a proteção da suposta adolescente em um ambiente adequado para jovens em situação de vulnerabilidade, como a Casa de Acolhida Raio de Luz.

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A trajetória de Amanda em Pernambuco não foi isenta de suspeitas. Equipes técnicas da rede de assistência social notaram, após algum tempo, inconsistências graves em seus relatos e em sua documentação. No Centro POP José Pedro, localizado no bairro de Boa Viagem, a mulher tentou alternar entre as identidades, por vezes alegando ter 18 anos, embora mantivesse trejeitos infantis. O monitoramento psicológico realizado pelos profissionais da rede assistencial foi determinante para confrontar as inconsistências e descobrir que a mesma pessoa já havia circulado por outros pontos de apoio da cidade.

Após ser desmascarada pela rede de proteção, Amanda deixou as unidades de atendimento por iniciativa própria antes de seguir para outros estados, onde continuou a aplicar os mesmos golpes. Em Santa Catarina, a situação atingiu um novo patamar de gravidade, culminando em sua prisão no dia 2 de junho de 2024. A Polícia Civil de Joinville confirmou que a mulher confessou integralmente os crimes e que possui antecedentes penais extensos. Atualmente, ela segue detida no Presídio Regional de Joinville, respondendo pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica, enquanto as autoridades investigam a extensão de suas ações em todo o território nacional.

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