Foi identificado como o Subtenente Luciano Valério de Moura, de 49 anos, o policial militar acusado de estuprar uma mulher de 48 anos em um posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), no Cabo de Santo Agostinho (RMR). O subtenente, natural de Paulista e com 26 anos de serviço na PM, foi preso na quarta-feira (15).
A prisão foi confirmada pela governadora em exercício, Priscila Krause, e pela governadora titular, Raquel Lyra, que repudiaram o ato e garantiram o suporte à vítima pela Secretaria da Mulher. A mulher foi parada em uma blitz porque seu carro, recém-comprado, estava com o IPVA atrasado.
A Versão do Subtenente Valério
O Diário de Pernambuco teve acesso ao depoimento do subtenente Valério, prestado antes de sua prisão. No depoimento, conduzido por oficiais do inquérito militar, o PM negou veementemente ter "feito sexo" com a suposta vítima.
A versão apresentada por ele sugere que a denúncia de estupro seria uma "possível vingança" da mulher por causa da multa que seria aplicada.
Pontos-chave da narrativa do PM:
Negação do Crime: Afirmou que não é verdade que tenha feito sexo com a mulher, alegando ser casado e que "não é necessário estar procurando outra mulher fora."
Problema com a Multa: Disse que a mulher “poderia ter ficado aborrecida” por causa da multa do licenciamento vencido (2024), que ele tentou consultar, mas não conseguiu por ter trocado de celular.
Reação de Terceiro: Relatou que a mulher ligou para o proprietário anterior do carro, que teria sido "ignorante e grosso" com ela, humilhando-a e dizendo “Te vira, o problema é teu” ao saber da possível apreensão.
Água e Gratidão: Afirmou que a mulher, após a ligação, estava nervosa e pediu um copo com água. Ele a acompanhou até o bebedouro dentro do posto policial. Disse que ela o agradeceu pelo atendimento e, inclusive, ofereceu o contato telefônico para alugar uma residência que teria na praia de Gaibu.
Contraste com a Denúncia
A versão do subtenente contrasta dramaticamente com o relato da vítima, que afirmou que o PM a levou a uma sala no posto e a obrigou a fazer sexo com ele, inclusive temendo que suas duas filhas adolescentes, que estavam no carro, presenciassem ou fossem abusadas.
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O Subtenente Valério segue preso, e o caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Arcoverde, onde o inquérito policial e militar darão continuidade à investigação para apurar a verdade dos fatos.






