O conselheiro Carlos Neves foi eleito por aclamação presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) durante a sessão do Pleno realizada nesta quinta-feira (19). Ele comandará a instituição no biênio 2026-27.
A nova mesa diretora contará com os conselheiros Marcos Loreto (vice-presidente), Dirceu Rodolfo (corregedor), Eduardo Porto (diretor da Escola de Contas) e Rodrigo Novaes (ouvidor). Já os conselheiros Valdecir Pascoal e Ranilson Ramos presidirão a Segunda e a Primeira Câmaras, respectivamente.
O atual presidente, Valdecir Pascoal, exaltou o perfil técnico e pessoal do sucessor, afirmando que Carlos Neves reúne sólida formação, experiência no sistema de controle externo e forte capacidade de diálogo, com “firmeza sem autoritarismo”.
Carlos Neves agradeceu a confiança dos pares, lembrou sua trajetória no TCE-PE e reforçou o compromisso com a modernização institucional: “Essa é uma instituição de referência no controle externo brasileiro. Espero contribuir com o aprimoramento da nossa atuação e, em última instância, com a melhoria da vida dos pernambucanos.” A posse está marcada para 2 de janeiro de 2026.
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Trajetória e atuação
Nascido no Recife em 1974, Neves é graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (1997) e mestre pela Faculdade de Direito de Lisboa (2006). Tomou posse no TCE-PE em 2019.
Na instituição, foi ouvidor (2022-23), período em que ampliou as ouvidorias municipais de 86 para 132. Como vice-presidente (2024-25), implantou o Sistema de Pós-Julgamento (SPJ) e o modelo de monitoramento do cumprimento das determinações do Tribunal, modernizando o controle externo. Pela primeira vez, o TCE-PE gerou automaticamente, via SPJ, a lista de gestores com contas irregulares enviada ao TRE em anos eleitorais.
Ele também teve atuação destacada no sistema nacional dos Tribunais de Contas:
No Instituto Rui Barbosa (IRB), presidiu o comitê de Tecnologia, Governança e Segurança da Informação.
Na Atricon, coordenou a rede Infocontas (2022-23) e atualmente é vice-presidente de Relações Jurídico-Institucionais, articulando pautas junto aos tribunais superiores — entre elas, a aprovação da ADPF 982, que confirmou a competência dos TCs para julgar contas de prefeitos ordenadores de despesa.
Contribuiu ainda para a criação da Rede de Consenso dos Tribunais de Contas e para estudos sobre estruturação das carreiras jurídicas dos TCs.
Antes de ingressar no Tribunal, construiu carreira na advocacia, atuando na OAB-PE e na Escola Superior da Advocacia.






