Passageiros enfrentam longas filas e atrasos em diversos aeroportos dos Estados Unidos nas últimas semanas, em um cenário de caos provocado pela falta de funcionários na segurança aeroportuária.
O problema está diretamente ligado ao impasse no Congresso sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), responsável pela Administração de Segurança de Transporte (TSA). Sem acordo orçamentário, muitos agentes estão trabalhando sem salário há mais de um mês, o que levou a greves, demissões e ausência de até 40% do efetivo em grandes terminais.
A crise afeta aeroportos importantes como Nova York, Atlanta, Houston e Denver, onde passageiros relatam انتظار de até quatro horas para passar pela triagem de segurança.
Diante da situação, o presidente Donald Trump anunciou que enviará agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) para atuar nos aeroportos. A medida gerou forte reação, já que esses agentes não possuem treinamento específico para o controle de passageiros.
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Segundo o governo, os agentes do ICE não farão diretamente a triagem, mas atuarão em funções de apoio para liberar agentes da TSA e reduzir as filas. Ainda assim, sindicatos e lideranças políticas criticaram duramente a decisão.
A Federação Americana de Funcionários do Governo afirmou que os agentes da TSA “merecem ser pagos, não substituídos”, enquanto o líder democrata Hakeem Jeffries declarou que a medida pode aumentar os riscos à segurança.
O período atual, marcado pelas férias de primavera nos EUA, intensifica o problema, já que cerca de 170 milhões de passageiros utilizam os aeroportos nesta época.
Além disso, mais de 400 funcionários da TSA pediram demissão desde fevereiro, agravando ainda mais a situação e levantando preocupações sobre a capacidade operacional dos aeroportos nos próximos dias.
Sem acordo político à vista, o cenário permanece incerto, enquanto passageiros são orientados a chegar com horas de antecedência para evitar perder voos.






