A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (11), por 219 votos a 211, uma medida que encerra as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump ao Canadá. A votação, considerada apertada, representa uma rara derrota política para o presidente e para a liderança republicana na Casa, onde o partido detém maioria.
Na prática, os parlamentares aprovaram uma resolução que suspende o uso do argumento de emergência nacional utilizado por Trump para justificar a imposição de medidas comerciais punitivas contra produtos canadenses.
O texto segue agora para o Senado, onde há expectativa de aprovação. No entanto, mesmo que avance, é considerado improvável que o Congresso consiga reunir votos suficientes para derrubar um eventual veto presidencial, possibilidade já dada como certa nos bastidores. Por isso, as chances de a proposta se tornar lei são consideradas baixas.
Reação de Trump
Após a votação, Trump se manifestou nas redes sociais e criticou diretamente parlamentares republicanos que apoiaram a medida. Ele afirmou que aqueles que votarem contra suas tarifas poderão enfrentar “sérias consequências” nas próximas eleições, incluindo nas primárias partidárias.
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O presidente também defendeu sua política comercial, alegando que o déficit do país foi reduzido em 78% e que os principais índices das bolsas americanas atingiram níveis “antes impossíveis”, resultados que atribuiu às tarifas de importação.
“Além disso, as TARIFAS nos deram grande Segurança Nacional, porque a simples menção da palavra faz com que países concordem com nossos desejos mais firmes. As TARIFAS nos deram Segurança Econômica e Nacional, e nenhum republicano deveria ser responsável por destruir esse privilégio”, escreveu.
Trump ainda voltou a criticar o Canadá, afirmando que o país teria se “aproveitado” dos Estados Unidos no comércio por muitos anos e que estaria entre os “piores do mundo para negociar”, especialmente em questões relacionadas à fronteira norte.
“As TARIFAS são uma vitória para nós, SIMPLES. Os republicanos devem manter isso assim!”, concluiu o presidente.
O desfecho da medida agora depende da tramitação no Senado e de eventual posicionamento definitivo da Casa Branca.






