O cenário político brasileiro volta as atenções para uma das pautas trabalhistas mais discutidas dos últimos anos: a revisão da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), oficializou nesta terça-feira (28) a composição da comissão especial responsável por analisar as propostas legislativas que buscam modificar o atual modelo de contratação. Para liderar os trabalhos, foram designados os deputados Alencar Santana (PT-SP), que assume a presidência do colegiado, e Leo Prates (Republicanos-BA), que atuará como relator do projeto.
A criação desta comissão especial ocorre após a proposta receber o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), marcando um passo decisivo no trâmite legislativo. O objetivo central é analisar o conteúdo das propostas, permitindo que alterações sejam realizadas visando construir um texto de consenso, capaz de equilibrar as necessidades dos trabalhadores e a viabilidade produtiva das empresas brasileiras.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Durante o anúncio, Hugo Motta destacou que a comissão será formalmente instalada nesta quarta-feira (29), com um cronograma ambicioso que visa a aprovação de uma proposta até o final de maio. O deputado Alencar Santana, ao assumir a presidência, defendeu a medida argumentando que a redução da carga horária promove maior qualidade de vida ao colaborador, o que, por consequência, reflete em um desempenho profissional superior e mais engajado.
Por sua vez, o relator Leo Prates enfatizou que o debate deve ser amplo e não precipitado. Segundo ele, o foco da comissão não é apenas a supressão da escala 6x1, mas a construção de um novo arranjo para as relações laborais no país. Prates reforçou que a intenção da comissão é ouvir os diversos setores produtivos para mitigar impactos negativos, garantindo que o resultado final seja favorável à sociedade como um todo. A Câmara dos Deputados, segundo o relator, já acumula mais de um ano de discussões preliminares sobre o tema, o que deve embasar a construção técnica do texto que será votado futuramente.






